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E3: o Bom, o Mau e o Meh

Uma semana depois da E3, decidimos deixar as conferências assentarem bem na memória e rever todos os nossos apontamentos para decidir o que correu bem, o que correu mal, e o que correu sem dar nas vistas. Comecemos pelas conferências.

A primeira grande conferência foi a da EA. Como de costume, são das empresas que gastam mais dinheiro neste tipo de apresentações, mas que no seu geral, acabam sempre por demasiado longas, por vezes. Mas vamos por partes. Começamos logo com desporto, sendo anunciado o novo modo história para Madden 18; A expansão In the name of the Tsar para Battlefield 1, apontada para Setembro; Revelada a jogabilidade de Need for Speed: Payback; Novos detalhes sobre FIFA 18; Bioware anuncia Anthem, uma nova aventura; A Way Out é um novo jogo apoiado pela EA; A equipa de Star Wars Battlefront 2 aproveitou o feedback que recebeu da comunidade e decidiu criar um novo modo Single Player, modificar algum conteúdo multijogador e promete que SWB2 será maior e melhor que o primeiro. Nada de novo em termos de apresentações por parte da EA. Positiva, mas muito insípida.

A Way Out

 

A segunda grande conferência foi a da Microsoft. Começaram da pior maneira, a meu ver, com a 4K a ser referido logo desde o início. Mas foi melhorando, durante a apresentação dos jogos. Assim sendo, começaram com a revelação oficial da nova consola, a XBOX ONE X, mas apenas foram referidas as especificações técnicas; O novo Forza 7 foi apresentado oficialmente, ao lado de um Porsche 911 GT2 RS (2018); Uma nova entrada no universo Metro, é oficialmente anunciada como Metro: Exodus; Vemos pela primeira vez o novo Assassin’s Creed: Origins, sendo confirmado o Egipto como cenário de acção e é também demonstrada a nova jogabilidade; É anunciado o lançamento de PlayerUnknown’s Battlegrounds na Xbox One; O anúncio de Deep Rock Galactic para a consola; State of Decay 2 recebe  um novo trailer de jogabilidade e de habilidades; O lançamento exclusivo em consolas de The Darwin Project na Xbox One; Minecraft terá agora jogabilidade e conteúdos cross-platform (PC, Xbox One, Nintendo Switch e dispositivos móveis) e será optimizado para a Xbox One X; Dragon Ball Fighter Z recebe o anúncio oficial, depois de ter havido uma fuga; Black Desert Online está a caminho da Xbox One; O lançamento exclusivo de The Last Night em consolas na Xbox One; É anunciado The Artful Escape para a consola; Code Vein anunciado para a Xbox One; É demonstrado um novo trailer de jogabilidade de Sea of Thieves, que chega em 2018; Tacoma ganha data de lançamento e exclusividade no lançamento em consolas; Super Lucky’s Tale anunciado para a Xbox One; Cuphead ganha data de lançamento, para 29 de Setembro; Crackdown 3 ganha data de lançamento, para 7 de Novembro; foram também apresentados vários jogos que farão parte da família Xbox One no futuro, através do programa ID@Xbox; Ashen recebe novo trailer; O primeiro olhar sobre Life is Strange: Before the Storm, uma prequela composta por 3 episódios; Shadow of War recebe mais um vídeo de jogabilidade e habilidades; É anunciado oficialmente Ori an the Will of the Wisps; É anunciado a nova fase do programa de retro-compatibilidade, a XBOX original, com direito a melhoramentos gráficos, juntamente com vários jogos já lançados, que terão actualização para 4K na Xbox One X; Anthem, também apresentado na conferência da EA, apresenta a sua primeira jogabilidade. Muita variedade de jogos nesta conferência, ao contrário de anos passados, o que é realmente bom. No geral, foi uma boa conferência por parte da Microsoft, apesar do início.

Dragon Ball Fighter Z

 

A terceira grande conferência foi a da Bethesda. Não anunciaram muitos títulos novos, mas a própria conferência foi mais pequena que as outras. Como tal, apenas mostraram títulos anteriormente lançados com novas funcionalidades, como os lançamentos das versões VR de DOOM, Fallout 4 e Skyrim; O anúncio de Creation Club para Fallout 4 e Skyrim; Um novo trailer para Skyrim Switch, com direito a suporte amiibo, e o anúncio de BJ Blazkowicz para Quake Champions. Em termos de novo conteúdo, temos a expansão Heroes of Skyrim para The Elder Scrolls: Legends; A expansão Death of The Outsider para Dishonored; Um novo The Evil Within, e a sequela Wolfenstein 2: The New Colossus. No geral, foi uma conferência com alguns altos e muitos baixos, como o Creation Club, onde podemos “comprar” mods para Fallout 4 ou Skyrim, sendo que apenas mostraram pequenas coisas, além de toda a conferência parecer que estavam a congratular-se a eles mesmos. Mas o facto de ser uma das conferências mais pequenas, foi apenas um ponto a favor.

Wolfenstein 2: The New Colossus

 

A quarta grande conferência foi a da Ubisoft. Esta conferência foi um pouco esquisita, pois não teve direitos a muitos vídeos de jogabilidade, colocando mais ênfase em vídeos. E sendo uma das maiores marcas neste momento, era de esperar mais tempo e mais conteúdo. Mas apenas conseguiu uma destas, mais tempo. Começaram com Mario + Rabbids: Kingdom Battle; seguidamente, anunciaram oficialmente Assassin’s Creed: Origins, com um novo trailer; com uma nova cara, The Crew 2 recebe o primeiro trailer de jogabilidade, onde podemos ver que agora, vários veículos motorizados são as estrelas desta série; com uma data de lançamento para a sequela e um novo título para iOS e Android, South Park também fez parte da conferência; uma nova entrada na gama de novidades da Ubisoft, foi Skull and Bones, um jogo que explora o mundo dos piratas, altamente inspirado em Assassin’s Creed IV: Black Flag; uma nova versão de Just Dance; foi também anunciado o novo Starlink: Battle for Atlas, um jogo de exploração espacial; a expansão Road to the Olympics para Steep, comemorando os Jogos Olímpicos de 2018; um novo trailer de Far Cry 5; e talvez o ponto alto de toda a conferência, o anúncio de Beyond Good and Evil 2 estar a ser produzido oficialmente, depois de tantos anos e anúncios sobre o jogo. Toda a conferência foi normal, nada de espectacular. Só que ao contrário da Bethesda, tornou-se mais chata para o fim. Mas ainda assim, positiva.

Beyond Good and Evil 2

 

A quinta grande conferência foi a da Sony. E antes de qualquer conversa, começaram logo com os jogos. Portanto, mostraram um novo trailer de Uncharted Lost Legacy; Foi apresentado um novo trailer cinemático da nova expansão de Horizon: Zero Dawn, que saíra ainda em 2017; Days Gone com nova jogabilidade; Anunciado o novo título da saga Monster Hunter, Monster Hunter World; Uma nova versão de Shadow of the Colossus com actualizações gráficas para PS4; O anúncio da demo de Marvel vs Capcom Infinite disponível na PS Store; Call of Duty: World War 2 recebe novo trailer onde é revelado o modo multijogador; The Elder Scrolls V: Skyrim VR anunciado; São anunciados Star Child, The Inpatient, Bravo Team, Moss e Monster of the Deep: Final Fantasy XV para PSVR, sendo que o último sairá em Setembro; God of War com novo trailer e data de lançamento para 2018; Detroit: Become Human apresenta novo trailer; Destiny 2 com conteúdo exclusivo, temporariamente, para PS4; e finalmente, Spider-Man recebe novo trailer. Apesar de ter alguns pontos altos, foi muito mediana, em comparação a anos anteriores.

Marvel’s Spider-Man

 

Uma das conferências mais pequenas, foi a da Devolver Digital. Mas esta conferência foi mais um golpe de humor por parte da Devolver, que fez uma paródia das conferências actuais, cheias de promessas, mas que ao fim de algum tempo as coisas não correm como pensávamos. Apresentaram poucos jogos, apenas novos trailers de Ruiner e Serious Sam’s Bogus Detour, e nenhum era realmente novidade, mas ainda assim tiveram direito ao seu tempo de antena e criticaram um parte fundamental das exposições de hoje em dia. Esta conferência foi uma das melhores deste ano, não pela quantidade de conteúdo, mas pelo tipo de conteúdo que apresentou, onde, hiperbolicamente, apresentou a realidade da relação entre consumidores e empresas.

RUINER

 

A sexta, e última, grande conferência foi a da Nintendo. Como já é habitual, o evento foi totalmente feito por via digital. Então, começou logo com um novo trailer de Xenoblade Chronicles 2; Foram anunciados para a Nintendo Switch quase uma mão cheia de novos títulos, como um novo Kirby, um novo RPG de Pokémon, Metroid Prime 4 e um novo Yoshi; Super Mario Odyssey ganha data de lançamento, 27 de Outubro, e trailer, onde podemos ver novas utilidades do chapéu de Mario; Fire Emblem Warriors recebe mais um trailer; Zelda: Breath of the Wild demonstra o novo conteúdo, planeado para este ano, sendo que a primeira expansão tem data de saída para dia 30 de Junho; Mario + Rabbids: Kingdom Battle com data de lançamento oficial para 29 de Agosto; E finalmente, Rocket League é oficialmente anunciado para a Switch, com direito a conteúdo exclusivo.

Super Mario Odyssey

 

Não houve, na minha opinião, muitos jogos que se destacassem, mas os que o fizeram, fizeram-no bem. A Way Out é um novo título feito pela equipa de Brothers: A Tale of Two Sons, onde explora a verdadeira jogabilidade entre duas pessoas. O jogo será completamente feito a pensar em split-screen, seja local seja pela Internet, e terá várias formas de abordar cada problema. Visto ter jogado Brothers, penso que poderá sair daqui uma pequena pérola. Anthem também pareceu interessante, tendo pegado num conceito anteriormente explorado, mas dando um toque diferente à coisa. No entanto, pareceu-me que a EA vai tentar capitalizar o facto de ser um pouco parecido com Destiny, e possivelmente colocar várias micro-transacções. Gostaria de estar enganado neste caso, mas…dado o repertório, penso que não.

Sea of Thieves tem um visual peculiar e interessante, sendo que tenta explorar a vida de um pirata, com a procura incansável de tesouros, e batalhas de mar alto. É género que actualmente já tem concorrentes, mas este destacou-se dos demais, pela sua abordagem ao género. Depois de ter sido largado um documento sobre este jogo na Internet, eis que foi oficialmente apresentado durante a conferência da Microsoft, Dragon Ball Fighter Z foi das maiores surpresas de toda a E3. O motor de jogo foi feito pela ArcSys, para o seu jogo Guilty Gear Xrd, e como fã da série, é um sonho tornado realidade, simplesmente genial. Além de que será um jogo com acessibilidade e jogabilidade avançada, ao mesmo tempo. Era o jogo que ambos os fãs de jogos de luta E Dragon Ball desejam desde há anos.

Por parte da Bethesda, Wolfenstein 2 foi o título que realmente fez a conferência valer a pena. Este título parece ainda mais bizarro, mais louco e com uma maior quantidade de armas, mortes, drogas, robôs e todo o tipo de propaganda. Depois do sucesso de DOOM, penso que ambas as séries terão jogos regularmente, visto estarem cada vez mais a puxar os limites de cada uma.

foto proveniente de Entertainment Software Association (ESA)

 

No caso da Ubisoft, temos o anúncio de Mario + Rabbids: Kingdom Battle, um jogo TTBA (turn-based tactical adventure), com direito à presença de Shigeru Miyamoto em palco e tudo, foi uma surpresa para seguidores de ambas as equipas. O jogo que mais se aproxima em termos de jogabilidade, será o XCOM: Enemy Unknown. Parece promissor, e quem sabe, se não veremos algum conteúdo de Rayman no jogo. Outro jogo que foi uma surpresa total, foi Beyond Good and Evil 2, que andou fora de anúncios oficiais já há alguns anos. Mas foi oficialmente dado como em desenvolvimento, há pelo menos três anos.

Por parte da Sony, Monster Hunter World foi decerto uma surpresa para muitos, pois apesar da série ter emergido na velhinha PlayStation 2, a série anda ultimamente pelos lados da Nintendo, e continuará, sendo este título proposto para PS4, Xbox One e PC. Outro que apanhou também a minha atenção, foi o novo Spider-Man para PS4, que faz lembrar os tempos em que costumavam sair bons jogos de Homem-Aranha para PlayStation e PS2. Parece estar com o mesmo espírito que os antecessores de êxito, sendo que o combate lembra, e muito, os títulos Arkham da série Batman.

RUINER, apesar de não ser novidade, mostrou mais do seu mundo e como poderá ser a jogabilidade. No caso da Nintendo, Metroid Prime 4 foi a maior surpresa de toda a E3, sendo que após estes anos, e dado o historial, não se previa tanto cedo uma sequela. No entanto, a Nintendo anunciou o jogo de forma minimamente casual e discreta, pois se nos distraíssemos durante uns momentos, nem reparávamos no acontecimento. Super Mario Odyssey foi também um dos que mais chamou à atenção, pois pudemos ver mais um pouco da sua jogabilidade e já temos data de lançamento para um dos títulos mais antecipados da mais recente consola da empresa nipónica.

foto proveniente de Entertainment Software Association (ESA)

 

Um detalhe muito importante, é que nestas conferências não houve muitas demonstrações ao vivo de jogabilidade. Este tipo de apresentação decorreu, em todos os casos, nos bastidores. Não sei se foi propositado, de modo a evitar desastres como aconteceu em anos anteriores, onde podíamos ver que o “jogador” ao vivo não estava realmente a jogar e tudo que estava acontecer não passava de uma demo, ou se realmente não havia tempo para tudo o que foi demonstrado. Foi de facto algo peculiar, tendo em conta que é uma exposição de jogos.

No geral, esta E3 foi muito moderada, sem grandes acontecimentos, excepto alguns casos pontuais. Não foi das piores, claramente, mas também não foi das mais memoráveis. Os números de visitantes aumentou, visto ter sido o primeiro ano que qualquer pessoa podia entrar na exposição, e como tal o evento poderá ter sido um sucesso, a nível monetário. Mas em termos de anúncios, acho que este ano foi muito calmo, em relação a anos anteriores. Ainda assim, algumas pérolas surgiram e se os vossos jogos favoritos cá apareceram, já somos todos vencedores neste momento de entretenimento.

█ F.S.

Uma semana depois da E3, decidimos deixar as conferências assentarem bem na memória e rever todos os nossos apontamentos para decidir o que correu bem, o que correu mal, e o que correu sem dar nas vistas. Comecemos pelas conferências. A primeira grande conferência foi a da EA. Como de…
EA - 60%
Microsoft - 83%
Bethesda - 45%
Ubisoft - 60%
Sony - 73%
Devolver Digital - 80%
Nintendo - 90%

70%

User Rating: 5 ( 1 votes)
Filipe Silva
Aborrece-me:

Filipe Silva

Viciado em jogos de stealth, luta, beat'em ups e hack 'n slashes, mas um jogo com uma boa história e arte gráfica, é sempre bem vindo. E detesto MGS4.
Filipe Silva
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