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Análise – Bridge Constructor Portal

Bridge Constructor Portal, entre outros jogos do género, segue os passos de World of Goo, possivelmente o primeiro indie a puxar interesse para o género de jogos de construção de pontes, e introduz elementos conhecidos do universo Portal, como por exemplo…portais.

O objectivo do jogo é fazer com os veículos de teste da Aperture Science consigam concluir cada fase de testes, sem que haja veículos destruídos. Começamos por construir uma simples ponte e esta tem que ser atravessada por um veículo. Caso o teste seja bem sucedido, temos a opção de testar utilizando mais do que um veículo para atravessar a estrutura, e caso este não seja bem sucedido teremos que repensar o desenho e funcionalidade. A jogabilidade é fácil de perceber, mas requer algum pensamento lógico. Maior parte das construções aqui feitas, serão tabuleiros simples ou treliças, sendo que costuma ser o suficiente para tornar a ponte rígida o suficiente. Mais para o final do jogo, as estruturas conseguem ser altamente artísticas, mas não menos funcionais. Credíveis ou não, fica o desafio para os engenheiros civis de profissão.

Entre portais, cubos e sentinelas, temos também a sempre agradável e prestável GLaDOS, pronta para nos rebaixar com qualquer tipo de estatísticas em relação aos restantes candidatos. O jogo não tem uma história, por assim dizer, mas contém elementos já conhecidos pelos fãs da série Portal. Os vários tipos de gel, catapultas e outros elementos, também fazem parte das construções, e podem ser altamente necessários em alguns casos. Portanto, o jogo contém muitos detalhes conhecidos, mas a história ficou para terceiro, quarto ou até nenhum plano, pois o mais importante aqui é testar as vossas estruturas. Como tal, não terão que se preocupar em seguir a linha de história dos dois jogos da série, o que significa que qualquer pessoa pode pegar em Bridge Constructor Portal e começar a jogar, sem se sentir atropelada pela história ou universo.

Se já conhecem a jogabilidade deste tipo de jogo, então vão-se sentir em casa. Caso sejam estranhos ao género de construir, o importante aqui é construir uma estrutura que consiga aquentar o peso de cada veículo, ou um grupo de veículos, sem que o mesmo fique danificado até à sua recta final. Desde pontes a simples rampas, o jogo evoca a habilidade funcional de construção. E caso sejam peritos na coisa, têm sempre um objectivo de fazer a melhor estrutura pelo orçamento mais baixo, sendo possível comparar orçamentos entre jogadores, fora do jogo. Fora, porque o jogo não incluiu uma leaderboard com todos os níveis e respectivos orçamentos, de forma aos jogadores poderem competir entre si, com até a possibilidade de introduzir uma visão prévia das construções do primeiros lugares ou algo que puxe a competição de pontes, tal como existe em muitas universidades.

O jogo tem também alguns princípios básicos de Estática Aplicada, como ângulos de deflexão e principais modelos de treliças, entre outras dicas, que ajudam na progressão do jogo, sem ser forçado, pois estão num menu apenas acessível se o jogador quiser. Temos 60 níveis para completar, e dado que cada nível pode ficar completo, em média, à volta de 10 minutos, o jogo ainda tem muito para dar, ainda que nos últimos níveis possam demorar mais tempo, pois terão que apelar à vossa imaginação para conseguir construir as estruturas necessárias. Para o tipo de jogo que é, vale bem a pena demorar o tempo necessário para descobrir qual a melhor forma, e depois como reduzir os custos da construção.

Os gráficos são simples, mas resultam bem, principalmente porque usam os stickmans provenientes dos vídeos de demonstração do jogo original e sequela, e utilizam uma perspectiva 2D para a construção e uma perspectiva 3D para a demonstração do resultado. De notar, que apesar dos gráficos simples, fazem o seu trabalho, sem grandes alaridos nem truques cinemáticos que só atrapalham. Muito simples, muito funcional. O mesmo acontece com a banda sonora, que é muito calma e passa despercebida durante a construção, mas que acelera um pouco mais durante a demonstração. Não existe aqui nada tão memorável quanto a banda sonora do jogo original, e da sequela, mas também não atrapalha durante a construção, com músicas irritantes ou totalmente fora do contexto. De realçar outra vez, muito simples, muito funcional.

Apesar de Bridge Constructor Portal ser o primeiro jogo que experimento da Headup Games, é fácil de reparar que existe aqui um carinho por ambas as séries, e o facto de as juntar, só vai fazer com que a companhia possa trazer novas experiências aos jogadores. Este tipo de jogo, é basicamente um puzzle que respeita as leis universais, mas que consegue ser engraçado e divertido, sem que pareça uma coisa do outro mundo, como se fosse uma matéria da universidade sobre pontes e vigas. Ao juntarmos este elementos reais aos elementos do universo Portal, temos algo bem diferente e único o suficiente, para tornar o jogo bem mais original do que todos os outros do género. E dado que o jogo tem alguma longevidade, é um bom argumento para perderem tempo de forma lúdica e diferente.

█ F.S.

 

Bridge Constructor Portal está disponível para Nintendo Switch, PlayStation®4, Xbox One, e na STEAM® para o PC. Para mais informações, visita o site oficial.

 

Bridge Constructor Portal, entre outros jogos do género, segue os passos de World of Goo, possivelmente o primeiro indie a puxar interesse para o género de jogos de construção de pontes, e introduz elementos conhecidos do universo Portal, como por exemplo...portais. https://www.youtube.com/watch?v=TIX7-Gkw0D0 O objectivo do jogo é fazer com os…

Bridge Constructor Portal

Jogabilidade - 90%
Gráficos - 75%
Som/Banda Sonora - 80%
Longevidade - 80%

81%

Muito Bom

Este tipo de jogo, é basicamente um puzzle que respeita as leis universais, mas que consegue ser engraçado e divertido, sem que pareça uma coisa do outro mundo, como se fosse uma matéria da universidade sobre pontes e vigas. Ao juntarmos este elementos reais aos elementos do universo Portal, temos algo bem diferente e único o suficiente, para tornar o jogo bem mais original do que todos os outros do género. E dado que o jogo tem alguma longevidade, é um bom argumento para perderem tempo de forma lúdica e diferente.

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Filipe Silva
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Filipe Silva

Viciado em jogos de stealth, luta, beat'em ups e hack 'n slashes, mas um jogo com uma boa história e arte gráfica, é sempre bem vindo. E detesto MGS4.
Filipe Silva
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