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Análise – Fall of Light: Darkest Edition

Fall of Light: Darkest Edition é descrito pelo estúdio que o desenvolveu, a RuneHeads, como um RPG de ação baseado numa história de um mundo consumido pela escuridão. O jogador assume o papel de Nyx, um velho guerreiro que embarcou numa jornada perigosa com sua filha, Aether, uma “criança índigo” que irradia luminescência. Somente juntos eles serão fortes o suficiente para completar sua missão: alcançar o último lugar na Terra ainda banhado pela luz do sol.

A premissa era prometedora, mas mesmo antes do jogador assumir o controlo do velho guerreiro Nyx, as cenas introdutórias deixam muito a desejar e pouco acrescentam a uma história que tem que ser descoberta passo a passo e muito lentamente, no decorrer da ação. Durante a demanda, Pai e filha, deparam-se com inúmeros perigos, dispares inimigos, personagens pouco ou nada afáveis, quebra-cabeças, no entanto, ao contrário de outros títulos do mesmo género, nada disto é propriamente motivador e auspicioso, sobretudo a exploração, que por vezes é demasiado inócua.

Fall of Light Darkest Edition 01

Mas se os factos apresentados já eram poucos animadores, o combate conseguiu desiludir ainda mais. Por vezes, um RPG até pode ser ligeiramente abaixo do razoável, mas se possuir uma mecânica de combate prometedora, leva com que o jogador deixe para segundo plano os outros parâmetros do jogo. Os movimentos tradicionais estão presentes, como o ataque mais leve e o mais pesado, a possibilidade de defender, de esquivar, tudo ações que nos consomem energia que nos é apresentada sob forma de uma barra existente no topo do ecrã. Todas essas movimentações consomem energia, que apenas só é recuperada caso a nossa personagem não execute nenhum desses movimentos. Até aqui, nada de anormal, mas quando a meio de um combate, mesmo com o inimigo marcado, por vezes e se calhar até demasiadas vezes, alguns golpes não o atingem, por outro lado, golpes a mais longa distância, já o atingem.

Mas nem tudo é abaixo do razoável em Fall of Light: Darkest Edition e um dos aspetos positivos é a excelente ideia em ter Aether ao nosso lado, iluminando-nos o caminho e fortalecendo o espírito guerreiro de Nyx, no entanto, em alguns momentos torna-se complicado tê-la por perto de nós, sobretudo pela dificuldade em clicar no botão correspondente a dar a mão a Aether e depois caminhar com o manipulo direito.

Fall of Light Darkest Edition 02

O arsenal de armas é outro dos pontos positivos de Fall of Light: Darkest Edition uma vez que a variedade é bastante aceitável, e dos quais saliento naturalmente as espadas de curto alcance, punhais, arcos e flechas e mesmo espadas mais pesadas que terão que ser manobradas com as duas mãos Nyx, impossibilitando a utilização de mecanismo de proteção, como o escudo. Sempre que trocamos de arma, a sua antecessora é deixada para trás, sendo possível, em caso de não adaptação à atual, podermos voltar atrás para recolher a anterior, no entanto, por vezes torna-se complicado saber em que local foi deixada.

Graficamente Fall of Light: Darkest Edition possui um estilo visual muito próprio e como não poderia deixar de ser é amiudamente escuro, sombrio e taciturno. Apesar de não poder sequer ser comparado com o grafismo exibido por títulos de maior dimensão, o estilo simplista é regular em toda a jornada e cumpre o seu propósito, mas sem deslumbrar.

Fall of Light Darkest Edition 03

Infelizmente a sonoplastia é outro dos componentes que deveria ter sido melhor explorada, porque se fosse de melhor qualidade, poderia elevar este título a outro patamar. É notória a falta de investimento neste aspeto e apesar de Nyx ser um cavaleiro mudo, as poucas vozes presentes durante a ação são pouco trabalhadas.

Resumindo, Fall of Light: Darkest Edition fica longe dos patamares exigíveis para a realidade dos videojogos atuais e só é compreensível se tivermos em conta que este é seguramente um “Low Budget Project” e ao que pude apurar foi apenas desenvolvido por dois membros da equipa da RuneHeads. A mediocridade sobrepõe-se na maioria do tempo de jogo, ficando com a sensação que se houvesse maior investimento, afinando/melhorando determinados aspetos, o jogo poderia ser elevado a outro patamar.

NOTA: Esta análise foi possível realizar graças ao envio do código do jogo por parte da Digerati. A plataforma utilizada foi a PlayStation 4 versão normal.

Fall of Light: Darkest Edition é descrito pelo estúdio que o desenvolveu, a RuneHeads, como um RPG de ação baseado numa história de um mundo consumido pela escuridão. O jogador assume o papel de Nyx, um velho guerreiro que embarcou numa jornada perigosa com sua filha, Aether, uma "criança índigo"…
Jogabilidade - 65%
Gráficos - 70%
Som / Banda Sonora - 65%
Longevidade - 65%

66%

Fall of Light: Darkest Edition fica longe dos patamares exigíveis para a realidade dos videojogos atuais e só é compreensível se tivermos em conta que este é seguramente um “Low Budget Project” e ao que pude apurar foi apenas desenvolvido por dois membros da equipa da RuneHeads. A mediocridade sobrepõe-se na maioria do tempo de jogo, ficando com a sensação que se houvesse maior investimento, afinando/melhorando determinados aspetos, o jogo poderia ser elevado a outro patamar.

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Carlos Silva

Carlos Silva

Tenho 3 paixões: família, futebol e tecnologia. Desde muito cedo que os videojogos fazem parte do seu ritual quotidiano, mas só um perdura durante os anos da sua vida, Football Manager. No entanto, aprecio um bom First Person Shooter ou Third Person Action com uma história bem envolvente.
Carlos Silva

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