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Fomos à Comic Con Portugal 2018!

Antes de mais, devo dizer que esta foi a primeira vez que visitei uma Comic Con e por razões de trabalho apenas pude estar presente no último dia do evento (o que é uma pena, visto que gostava mesmo de ter assistido ao concerto da Lisbon Film Orchestra).

A 5ª edição da Comic Con Portugal foi marcada por uma enorme revolta por parte dos fãs nortenhos que se fez sentir nas redes sociais, assim que foi anunciada a mudança do evento para a Capital. Apesar desse descontentamento, os números mostram que houve um crescimento de cerca de 8% no número de visitantes em relação aos anos anteriores. Outra grande preocupação por parte dos fãs foi o facto do evento não acontecer dentro de um pavilhão fechado, mas aqui eu discordo. Na minha opinião, este tipo de eventos funcionam muito bem ao ar livre, pois deste modo temos a sensação de que há muito mais para explorar e não sentimos tanto aquela sensação de claustrofobia que acabou por afetar a minha experiência em eventos do género no passado. Foi um risco que a organização decidiu tomar (visto que havia a possibilidade das condições metereológicas não serem as melhores), mas felizmente correu tudo bem.

Um dos pontos fortes dos eventos Comic Con são os convidados, mas devo admitir que fiquei um pouco decepcionado com os apresentados este ano. Compreendo que é impossível agradar a todos e que vai sempre haver algum descontentamento, mas fiquei com a sensação que não houve grande esforço para agradar os fãs portugueses. Visto que um dos públicos alvo são os ditos gamers, era interessante que trouxessem alguma personalidade do mundo dos pixeis, tal como fizeram com o Junishi Masuda o ano passado (ainda me sinto mal por não ter conseguido ir nesse ano, sniff). O único convidado que gostava realmente de ter tido a oportunidade de conhecer era o Mauricio de Sousa, criador da emblemática seríe de livros aos quadradinhos Turma da Mónica, mas fui logo avisado que havia uma limitação de 100 autógrafos por dia e que já não ia a tempo.

Fiquei impressionado com o número de artistas que conseguiram trazer e todos eles apresentavam uma competência incrível dentro do seu estilo. O que já não me impressionou tanto foram as condições e o destaque dado a alguns deles. Acho que para o ano o layout da Artists Alley devia ser mais bem pensado, de modo a dar uma melhor iluminação e oportunidade aos visitantes de verem o trabalho de todos os artistas.

Como já é habitual, a Sony e a Nintendo marcaram presença no evento com alguns dos seus jogos mais recentes. Enquanto a Playstation teve direito a uma zona alusiva ao jogo Marvel’s Spider-Man com uma recriação da cidade de Nova York, a Nintendo entreteu a multidão com os seus torneios de Mario Kart e Super Smash Bros. Ultimate que terá o seu lançamento no dia 7 de Dezembro de 2018.

O espaço em si tinha imensas zonas para explorar e actividades para participar. No domingo tive a oportunidade de assistir a um workshop dado pelo Carlos Conceição (ScanlineVFX, Industrial Light & Magic, Double Negative), onde este mostrou um pouco da magia feita pelos artistas de VFX para criar os efeitos especiais que tanto admiramos em filmes como Star Wars e Guardiões da Galáxia. Apesar de ter conseguido ver todos os pavilhões, acho que o evento pecou pela falta de sinalização. Estive quase sempre perdido e quando decidi pedir ajuda a um voluntário este não me soube dar indicações correctas.

Em grande destaque tivemos também uma zona de jogos Indie e o espaço Nostalgica que estava muito bem organizado, fazendo mais uma vez as delicias dos gamers mais saudosistas.

De modo geral a experiência foi positiva, mas acho que ainda há lugar para melhorias. Sinto que não houve grande esforço em relação aos convidados, muitas das palestras e actividades foram recicladas de outros eventos do género cá em Portugal e a desorganização não passou despercebida em algumas situações. Tudo isto é compreensível visto que foi um ano de transição, mas em 2019 espero poder sair da Comic Con Portugal com um sentimento mais forte do que “Até que foi engraçado”.

Podem ver todas as fotos que tirámos no evento  aqui.

Francisco Xavier

Francisco Xavier

Gosto de todo o tipo de jogos mas os RPGs são os meus predilectos.
A minha plataforma favorita é a Super Nintendo e o jogo que me marcou mais foi o Super Mario World.
Nos tempos livres sou treinador de Pokémon e adoro Mac n' Chesse.
Francisco Xavier

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