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Análise – Marvel’s Spider-Man

Nota do autor: Este jogo foi analisado numa PlayStation 4 original.

A Insomniac Games não é uma companheira estranha para a Sony, sendo que já colaboraram anteriormente várias vezes, como por exemplo a série Ratchet & Clank e a série Resistance, de forma tão bem sucedida que agora a companhia volta a desenvolver mais um jogo exclusivo, desta vez O Fantástico Homem-Aranha. Ou melhor, Marvel’s Spider-Man, mesmo em Portugal.

Sendo Spider-Man uma série bastante importante no mundo das BD’s, ou comics, a história é muito importante e tem de ser tratada da melhor forma para que não seja apenas mais uma no meio de tantas outras ou simplesmente má. Mas felizmente, a história é muito competente. A suposta trama principal é rapidamente conjugada à verdadeira trama, de forma natural sem parecer forçada, mas perto do final do jogo a história consegue parecer “apressada”, no sentido que quase é despachada para que o jogo acabe. Ainda assim, consegue ter excelente momentos, alguns engraçados e alguns absolutamente devastadores, sem perder o brilho. No geral, um excelente trabalho para um jogo AAA.

Como o jogo não segue uma história de origem, não temos que ver/jogar a mesma história de sempre. Como tal, existem personagens diferentes no jogo, que tiveram pequenas, ou nenhumas, participações em jogos anteriores, o que revitaliza muito o leque de personagens disponíveis no título. E não é só no lado dos maus, até mesmo no lado dos heróis temos “novas caras”. Vemos também como Peter Parker lida com uma vida problemática de adulto, onde tenta resolver os seus problemas, ao mesmo tempo que os problemas da cidade vão aumentando e piorando com o tempo. É de facto uma maneira muito diferente de introduzir uma “nova” série, mas Spider-Man já é conhecido o suficiente para não termos que reviver toda a experiência introdutória da série, e tal como aconteceu com o filme Homecoming, resulta muito bem neste título.

A jogabilidade é o ponto mais forte, apesar de não haver a maior inovação dentro do género, mas vamos por partes. Temos torres de controlo que podemos interagir de forma a desbloquear mais informação sobre a cidade e eventos da mesma; temos vários tipos de missões que desbloqueiam pontos de experiência de forma a desbloquearmos novas aptidões, fatos, técnicas, gadgets, etc.; temos um esquema de combate bastante familiar e relativamente fácil de manobrar; tudo isto é algo já feito (e refeito) anteriormente, e muito pouca inovação tem com este título. No entanto, o facto da jogabilidade ao atravessar a cidade e entre vários pontos, é o que realmente brilha no jogo, a forma como o balançar da personagem e a interacção da teia e os edifícios, e todas as mecânicas associadas ao usar as várias formas de utilização da teia, é o que realmente fortalece este soft reboot duma série bastante conceituada.

Existem secções e/ou missões de combate, atravessar a cidade da forma mais rápida possível ou até mesmo explorar vários sítios da forma mais furtiva possível, e apesar de não serem as melhores secções de cada tipo, são boas o suficiente para não tornar o jogo aborrecido nem demasiado fácil. Temos também algumas secções onde controlamos outras personagens importantes para a história do jogo, onde a jogabilidade é relativamente diferente do normal, o que também torna o jogo mais dinâmico, sem quebrar demasiado a acção principal. Temos também alguns gadgets que tornam a nossa vida mais fácil, ou até mesmo fatos que desbloqueiam poderes essenciais em certas secções do jogo. Existem uma variedade enorme de interacções, seja com inimigos, seja no “dia a dia” de Peter Parker.

Os gráficos são excelentes, principalmente para um título onde temos uma cidade real (adaptada, vá) representada e que pode ser explorada livremente. A cidade, mesmo nos momentos mais negros da história, tem sempre algum tipo de vida e movimentação associada à “cidade que nunca dorme”. Apesar de não termos uma rotação horária normal neste tipo de jogo, podemos interagir com a cidade de manhã, à tarde ou à noite, esteja a chover ou um sol de rachar, existe sempre uma altura para cada parte da história. Visualmente, o jogo é bastante agradável, mesmo não jogando numa PS4 Pro, e não teve, que eu tenha notado, qualquer tipo de problemas durante a jogabilidade. É verdade que existiram alguns glitches, mas apenas apareceram na altura em que decidi explorar o que “não devia”. Em suma, um jogo com excelentes gráficos e com cutscenes muito bem adaptadas e originais.

No que toca à parte da banda sonora, a mesma não tem qualquer tipo de problemas, no entanto, também não tem nada que a destaque das demais. Qualquer tipo de acção na cidade tem um som associado e isso torna a experiência mais rica e emocionante, mas a banda sonora em si é muito simples, apesar de fazer bem o seu trabalho. Além de que, tanto quanto saiba, não existe nenhuma referência ao tema principal de Spider-Man nem subsequentes versões, o que me deixou um pouco decepcionado, visto ser a minha personagem de BD’s preferida. Durante a travessia pela cidade, ouvimos praticamente sempre os mesmos temas, em diferentes fases do dia ou da história, mas consegue ser um bocado aborrecido após algum tempo. Já durante as missões, sempre existe mais alguma variedade, mas nada por aí além.

Em termos de longevidade, o jogo consegue durar um tempo considerável, tendo até sido confirmado pela equipa que duraria 20h, mas na minha experiência, consegui retirar perto de 25h, com missões extra e exploração, e procura de itens, de forma a ampliar a história por detrás do passado do jogo. Na minha opinião, tem uma duração considerável, o que torna a experiência motivante, sem se tornar maçadora nem aborrecida, o que por vezes acontece neste tipo de jogo, ou então quanto um jogo tem uma campanha muito longa, que depois de metade já não faz algo de novo, nem inova, e nos aborrece até ao final, ao ponto de não termos vontade de o jogar novamente. E, felizmente, não é esse o caso, pois apesar de ter feito a história toda, o jogo ainda me fazia sentir vontade de explorar os recantos mais escondidos da cidade e até acabar novas missões que vão aparecendo após o final do jogo.

Marvel’s Spider-Man é um excelente título, que apesar de não inovar em muito do seu game design, faz muita coisa de forma muito boa, o que ajuda a esquecer as pequenas falhas que tem. Só o facto da exploração pela cidade ser tão gratificante, é um título obrigatório para os fãs do vizinho mais simpático de Nova Iorque, para além do final do jogo ser aberto o suficiente para uma futura sequela. E caso isso aconteça, e acredito muito que sim, espero que a Insomniac Games não se deixe dormir à sombra da bananeira e inove com o novo título. Mas no seu estado actual, Marvel’s Spider-Man é um jogo muito divertido e que dará vários momentos de alegria aos fãs.

█ F.S.

 

Marvel’s Spider-Man está disponível para a PlayStation®4, em exclusivo. Para mais informações, visita o website oficial.

Nota do autor: Este jogo foi analisado numa PlayStation 4 original. A Insomniac Games não é uma companheira estranha para a Sony, sendo que já colaboraram anteriormente várias vezes, como por exemplo a série Ratchet & Clank e a série Resistance, de forma tão bem sucedida que agora a companhia…

Marvel's Spider-Man

Jogabilidade - 90%
Gráficos - 95%
Som/Banda Sonora - 85%
Longevidade - 90%

90%

Excelente

User Rating: 3.8 ( 1 votes)
Filipe Silva
Aborrece-me:

Filipe Silva

Viciado em jogos de stealth, luta, beat'em ups e hack 'n slashes, mas um jogo com uma boa história e arte gráfica, é sempre bem vindo. E detesto MGS4.
Filipe Silva
Aborrece-me:

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