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Análise – Lego DC Super Villains

Sejamos francos, a marca LEGO vende e muito, por isso não é de espantar o lançamento de novas produções (nos tempos mais recentes chegam a ser duas por cada ano), neste universo dos videojogos, que cada vez mais conquista fãs.

Depois de LEGO Marvel’s Avengers, LEGO Star Wars: The Force Awakens, LEGO Ninjago Movie Video Game, LEGO Marvel Super Heroes 2 e LEGO The Incredibles, só para citar os mais recentes, agora chega a vez de LEGO DC Super-Villains.

A semelhança dos seus antecessores, a TT Games foi novamente a responsável pelo seu desenvolvimento e mais uma vez usou a fórmula que tanto sucesso obteve no passado, mudando essencialmente as personagens e o universo que as envolve. Aqueles que percorreram todos os títulos da série, conseguem rapidamente aferir algumas evoluções, no entanto, a matriz é perfeitamente a mesma. Por um lado, pode ser encarado como sinal de êxito, (em equipa que ganha não se mexe), por outro, sobretudo para os mais exigentes, é sinal claro de estagnação. No entanto, temos que ser realistas, apesar da marca LEGO ter apaixonados de todas as idades, o seu segmento enquadra-se numa faixa etária infantil e esse público alvo, pouco se importa se existe inovação ou não, a ideia passa sempre pelo mesmo, diversão com as suas personagens favoritas.

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Pela primeira vez desde o aparecimento dos jogos da LEGO, desta vez o jogador não assume o papel do herói, mas sim o de vilão, tal como o próprio nome do título indica, pelos menos numa fase inicial. A sua história, é realmente um aspeto a salientar, porque é verdadeiramente emocionante, divertida, cativante e com diversos volte-faces dignos de um autêntico filme de Hollywood, mas já lá vamos.

Logo após iniciar a nossa aventura, somos presenteados com uma novidade, a obrigatoriedade de criar a nossa personagem LEGO, em modo vilão, que irá ter um papel predominante em toda a trama. Se em outros títulos era possível conjugar algumas peças dos inúmeros bonecos LEGO para termos algum diferente dos demais, desta vez o nível de personalização é gigantesco e de certeza que agrada a todos os gostos, até aos mais extravagantes. São realmente bastantes, desde cabelos, faces, formas, roupas, cores, gritos de guerra, poderes especiais, armamento, entre outras, para além de terem que o batizar com o nome de guerra que acharem conveniente.

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Depois de personalizado a gosto, nada melhor para um fora da lei do que iniciar a sua demanda, logo a fugir de uma prisão de alta segurança e a juntar-se com outros vilões, no entanto, subitamente tudo se altera. Os habituais Super-Heróis que predem os vilões, são sequestrados pelo Justice Syndicate, uma organização criminosa que pertence a outra dimensão e apenas aparecerem no planeta Terra com um objetivo claro e concreto, roubar um item precioso que irá proporcionar a governação do universo. Os Super-Heróis são substituídos por uns realmente embusteiros e é aqui que surge um verdadeiro twist! Os outrora vilões, assistiram a tudo ficando incrédulos, pelo que irão fazer tudo que estiver ao seu alcance para recuperar os verdadeiros Super-Heróis. Confusos? É caso para afirmar, nunca foi tão bom ser mau da fita.

Os mais assíduos dos jogos da LEGO já sabem o que contar, uma história verdadeiramente bem escrita e organizada, com as tiradas humoristas que já nos habituaram ao longo destes anos e um universo rico e repleto para explorar, desta vez ligado a DC. Paralelamente ao modo história e assim que o vão percorrendo os diferentes capítulos, vão sendo desbloqueadas tarefas extras que aumentam a longevidade do título. Missões secundárias, dispares corridas e ainda inúmeros colecionáveis são alguns dos exemplos que o jogador terá ao dispor, para além do modo Free Play, que possibilita a repetição do nível utilizando personagens diferentes.

A nível gráfico e sonoro, Lego DC Super Villains não inova, mas mantêm os padrões em patamares elevados sempre apresentados nos títulos da LEGO, repleto de cores vibrantes e intensas, com muita coisa a acontecer em simultâneo. As vozes das personagens, os efeitos sonoros e as músicas existentes, estão no ponto certo dando um toque que qualidade ao jogo, envolvendo claramente o jogador no espirito e no universo da DC. No entanto, dois aspetos que já me tinham desagradado nos anteriores e mais uma vez essas situações ocorrem em Lego DC Super Villains. O primeiro é a falta de pelo menos a legendagem em Português (já nem refiro as vozes das personagens a serem dobradas para PT) o que para mim é incompreensível nos tempos que correm, uma vez que os custos nem são de todo elevados e o segundo é que em determinadas situações, quando jogado em modo cooperativo, o ângulo da camara em ecrã é dividido torna-se um verdadeiro incomodo, impossibilitando de ter uma vista limpa e desimpedida, muitas vezes confusa, fazendo perder a noção do local onde nos encontramos.

Em conclusão, Lego DC Super Villains mantêm-se fiel às raízes do passado, a uma fórmula que tanto sucesso obteve no passado, mudando essencialmente as personagens e o universo que as envolve. O risco da não inovação e melhoramento, pode ser encarado por alguns como um sinal claro de estagnação, no entanto, a história presente foi muito bem pensada, cativando o jogador até ao fim, mesmo que a jogabilidade seja mais do mesmo.

Sejamos francos, a marca LEGO vende e muito, por isso não é de espantar o lançamento de novas produções (nos tempos mais recentes chegam a ser duas por cada ano), neste universo dos videojogos, que cada vez mais conquista fãs. Depois de LEGO Marvel's Avengers, LEGO Star Wars: The Force…
Jogabilidade - 75%
Gráficos - 80%
Som / Banda Sonora - 85%
Longevidade - 80%

80%

Lego DC Super Villains mantêm-se fiel às raízes do passado, a uma fórmula que tanto sucesso obteve no passado, mudando essencialmente as personagens e o universo que as envolve. O risco da não inovação e melhoramento, pode ser encarado por alguns como um sinal claro de estagnação, no entanto, a história presente foi muito bem pensada, cativando o jogador até ao fim, mesmo que a jogabilidade seja mais do mesmo.

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Carlos Silva

Carlos Silva

Tenho 3 paixões: família, futebol e tecnologia. Desde muito cedo que os videojogos fazem parte do seu ritual quotidiano, mas só um perdura durante os anos da sua vida, Football Manager. No entanto, aprecio um bom First Person Shooter ou Third Person Action com uma história bem envolvente.
Carlos Silva

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