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Análise – Soul Calibur VI

A série pretende renascer com este capítulo, onde o futuro da mesma depende muito do seu sucesso. Como a série nos tem habituado, temos várias personagens convidadas, todas muito interessantes, mas depois de 6 anos, será o suficiente para dar uma nova vida à série? Com a chegada ao PC pela primeira vez, a equipa Project Soul pode ter aqui uma pequena mina de ouro.

Nesta sequela, temos dois modos de história, Soul Chronicles e Libra of Souls, onde podemos explorar pequenos episódios de cada personagem do elenco de lutadores disponíveis no jogo, ou explorar o globo, descobrindo cidades e lutando contra outros adversários que encontramos pelo caminho, tendo um lutador personalizável. A história em si não tem grandes plot twists nem prende o jogador até ao último momento, mas é simples o suficiente para qualquer um seguir e interessante o suficiente para não ser aborrecida. O modo Libra of Souls é muito rico em texto, o que pode quebrar um pouco a acção. Já o Soul Chronicles é o típico modo História, onde temos pequenos trechos de informação da personagem.

“Para ajudar à festa”, temos também algumas personagens convidadas, tornando a experiência algo única, como é o exemplo de Geralt, da série The Witcher (Wiedźmin), que faz parte do elenco principal. E já temos a mítica 2B, da série, com as suas espadas afiadas e o seu fiel companheiro, a fazer parte do elenco, através do novo conteúdo. Mas não é só de personagens novas que se fazem jogos de luta. Como já é normal, temos nomes familiares como Taki, Mitsurugi, Siegfried e Voldo, além de outros nomes conhecidos aos veteranos da série.

Em relação à jogabilidade, é provavelmente um dos jogos mais fáceis de começar a jogar. Facilmente a pessoa aprende os combos de cada personagem. Tal como aconteceu com TEKKEN 7, temos uma espécie de supers, CRITICAL EDGES, que fazem mais dano do que os ataques normais das personagens. Não houve grandes inovações, mas a jogabilidade de Soul Calibur é original o suficiente para se destacar em tantos jogos de luta. Mas não é por isso que os veteranos de jogos de luta se vão sentir esquecidos, pois o jogo continua com a mesma dificuldade de mestria de sempre. A personalização é também um ponto forte do jogo, sendo que já faz parte um catálogo imenso de personagens absurdamente fantásticas e estranhas que se pode encontrar pela Internet. E podemos até fazer download de personagens que tenham sido feitas por outros jogadores, desde que tenhamos os mesmo pacotes DLC.

De notar que o jogo consegue ser imensamente divertido, com a variedade de estilos de personagens e de luta, facilmente conseguimos uma personagem mais ao nosso estilo, seja pela espada enorme e força da personagem, ou pelo combate de curto alcance extremamente rápido. Existe um lutador para todos os gostos. Temos também modos de treino e de jogos online, o que prolonga imenso este tipo de jogos de combate, por isso, diversão ao melhorar o nosso jogo, é o que não deve faltar durante alguns meses.

No aspecto visual, temos o já bem conhecido Unreal Engine 4, com todos os seus apetrechos visuais. O jogo, em grande parte, consegue deslumbrar pelos seus gráficos, tendo em conta que é apenas um jogo de luta. Existem alguns casos em que o jogo não tem o melhor aspecto (o cabelo das personagens, no modo de criação alguns itens podiam estar melhores), mas nada que atrapalhe a experiência, principalmente de apenas notarmos nos modos em que podemos analisar melhor.

A banda sonora continua no mesmo caminho que os jogos anteriores, melodias épicas e sombrias, que caracterizam a viagem de combatentes nómadas por terras desconhecidas, à procura de adversários que possam fazer frente e honrar uma batalha até à morte. Ou algo assim parecido. Mas o que interessa é que o design de som tem um excelente impacto, principalmente os sons das armas nos ataques e/ou defesas e os gritos de guerra de cada personagem.

Se TEKKEN 7 pecava um pouco pela falta de conteúdo, SOUL CALIBUR VI compensa em muito essa mesma falta, com modos de história com conteúdo suficiente para um jogador de RPG se sentir minimamente entretido. Mas em termos de jogo de luta, os dois modos de história fará com que os jogadores deste género que sejam fãs de folclore e história, se sintam agradados com a experiência. Associando isso ao facto da jogabilidade estar fantástica, torna a experiência muito mais rica e gratificante.

 

█ F.S.

SOUL CALIBUR VI está disponível para a PlayStation®4, Xbox One, e na STEAM® para o PC. Para mais informações, visita o website oficial.

A série pretende renascer com este capítulo, onde o futuro da mesma depende muito do seu sucesso. Como a série nos tem habituado, temos várias personagens convidadas, todas muito interessantes, mas depois de 6 anos, será o suficiente para dar uma nova vida à série? Com a chegada ao PC…

Soul Calibur VI

Jogabilidade - 92%
Gráficos - 80%
Som/Banda Sonora - 85%
Longevidade - 97%

89%

Muito Bom

SOUL CALIBUR VI compensa em muito com conteúdo suficiente para um jogador de RPG se sentir minimamente entretido. Mas em termos de jogo de luta, os dois modos de história fará com que os jogadores deste género que sejam fãs de folclore e história, se sintam agradados com a experiência. Associando isso ao facto da jogabilidade estar fantástica, torna a experiência muito mais rica e gratificante.

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Filipe Silva
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Filipe Silva

Viciado em jogos de stealth, luta, beat'em ups e hack 'n slashes, mas um jogo com uma boa história e arte gráfica, é sempre bem vindo. E detesto MGS4.
Filipe Silva
Aborrece-me:

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