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Análise – MARVEL ULTIMATE ALLIANCE 3: The Black Order

Muita coisa aconteceu entre o lançamento do último título Ultimate Alliance e The Black Order. Muitas personagens foram criadas e muitas outras renovadas, com direito a uma nova “vida” dentro das sagas a que pertencem. E nisto, passou-se 10 anos, e o universo Marvel já não é o que era, principalmente o universo cinemático. Mas será este título algo de completamente diferente?

MARVEL ULTIMATE ALLIANCE 3: The Black Order é o mais recente título da saga Ultimate Alliance, onde temos várias personagens disponíveis para escolha, desde as mais conhecidas, como Captain America, Spider-Man, Iron-Man e Wolverine até às menos conhecidas, como Ms. Marvel, Spider-Gwen, Elsa Bloodstone e Elektra, sendo que existem velhos conhecidos da saga UA que voltam a fazer parte do elenco. Eu nunca joguei os jogos anteriores, daí não poder fazer comparações directas dentro da saga. A história trata-se da procura das Infinity Stones, por parte da Black Order, a mixórdia de vilões que acompanham Thanos, na obtenção do expoente máximo de poder conhecido. Já todos conhecemos a história, portanto já sabemos o desfecho ainda antes deste acontecer. Mas ao contrário do que acontece no MCU, várias partes do universo Marvel é afectado pelos acontecimentos que decorrem durante as várias tentativas de apoderarem-se das Infinity Stones, e podemos participar em cada um deles. Ou seja, apesar de já conhecermos o desfecho da história, teremos sempre surpresas na forma de como irão decorrer, o que é de louvar, tendo em conta a “injecção” de Thanos que temos tido estes anos todos de MCU. Temos uma imensidão de missões a desbloquear, incluindo modos difíceis e obtenção de pedras/itens valiosos, bem como fatos alternativos, que na verdade são mais cores alternativas do que outra coisa, e até novas personagens. No geral, o jogo tem bastante conteúdo para andar a jogar durante um bom tempo.

Mas já que estamos no tópico de jogabilidade, esta não é nada de especial. Não é má, por si só, mas é bastante genérica e muito simples. Como não conheço os jogos anteriores, não posso mesmo avaliar este aspecto a nível geral da série, mas é uma jogabilidade repetitiva. Possivelmente pelo facto de termos mais de 30 personagens jogáveis (com direito a mais algumas através de DLC).  Temos combos praticamente iguais para todas as personagens, onde podemos usar Light Attack (L ATK) -> L ATK -> L ATK,   Heavy Attack (H ATK),   L ATK -> L ATK -> L ATK -> H ATK e talvez uma ou outra personagem tenham variações disto, mas…é quase sempre a mesma coisa. Temos também Synergy Attacks, juntando dois ataques independentes de cada personagem, tornando-o num ataque poderoso; e temos depois os Extreme Attacks, que são os ataques mais poderosos do jogo e que podemos encadear até quatro, se todos tiverem a sua barra de energia extrema cheia. A jogabilidade é o ponto mais fraco do jogo, sem sombra de dúvida, principalmente quando é feito pela Team Ninja, conhecida por bons títulos de “pancadaria”. Ou pelo menos, por títulos de bastante sucesso, na altura em que saíram. E falharam completamente, porque é demasiado simples. Fica agora a questão se foi propositadamente, de forma a ser mais fácil para jogadores mais novos, ou se não se importaram o suficiente para tornar a jogabilidade uma coisa a escalar no futuro.

Os gráficos são estilizados, e como tal, temos um certo charme em todo o visual, mas este é mais predominante nas personagens que controlamos ou encontramos pelo jogo. Não vão ser dos gráficos mais impressionantes, nem mesmo na Nintendo Switch, mas servem bem o seu propósito. Nunca tive grandes framedrops, a não ser nos Extreme Attacks, que tendo em conta que costumam ser feitos em alturas de grande locomoção, acho que faz sentido. De notar que a câmara do jogo não ajuda nada a tornar o jogo fluído, principalmente em corredores estreitos ou lugares com uma geometria mais “exótica”. Existem, no entanto, secções onde temos a câmara fixa, de forma a referenciar as BD’s, com enquadramentos engraçados e originais, o que não acontece muitas vezes nos jogos. Mas se temos alguns enquadramentos engraçados, os níveis são muito básicos e com a exploração reduzida ao mínimo possível. Sim, existem certos lugares com “itens escondidos” e Rifts para descobrir, mas não existem grandes alterações na fórmula de corredor. Sim, também existem “puzzles” no jogo, mas são tão básicos que basicamente são apenas uma oportunidade para dizer que o jogo tem puzzles.

A banda sonora não é nada por aí além, infelizmente. Visto termos vários heróis e vários sítios, existia a oportunidade de trazer novas versões de temas memoráveis, mas a banda sonora em si passa muito despercebida. Ao contrário de jogos como Marvel VS Capcom e até o mais recente Spider-Man, onde temos temas que marcam, nem que sejam pelo factor de repetição, The Black Order simplesmente tem uma banda sonora…existente. Apenas existe e faz o seu trabalho, por assim dizer, mas não espanta ninguém.

MARVEL ULTIMATE ALLIANCE 3: The Black Order aproveitou que existe uma aura à volta da marca Marvel, com os filmes da MCU, filmes de animação e todos os elementos que contribuíram para o crescimento da marca em 10 anos, mas não é o suficiente para dizer que é um jogo memorável. Sim, é engraçado jogar com os heróis mais conhecidos da marca de BD’s mais conhecida do planeta, principalmente porque consegui fazer uma equipa de quatro Spidey’s, e termos novas pequenas histórias que incorporam uma grande história universal. Tudo muito bem concebido. Mas a jogabilidade é repetitiva e muito sem emoção, e a história não inova muito além do que se conhece, o que acaba um pouco por fazer sentir uma falta de vontade de arriscar, jogando muito pelo seguro e o que inevitavelmente irá funcionar a 100%, o que é de lamentar.

█ F.S.

 

Análise – MARVEL ULTIMATE ALLIANCE 3: The Black Order

 

MARVEL ULTIMATE ALLIANCE 3: The Black Order está disponível para a Nintendo Switch. Para mais informações, visita o website oficial.

Muita coisa aconteceu entre o lançamento do último título Ultimate Alliance e The Black Order. Muitas personagens foram criadas e muitas outras renovadas, com direito a uma nova "vida" dentro das sagas a que pertencem. E nisto, passou-se 10 anos, e o universo Marvel já não é o que era,…

MARVEL ULTIMATE ALLIANCE 3: The Black Order

Jogabilidade - 60%
Gráficos - 75%
Som/Banda Sonora - 70%
Longevidade - 85%

73%

Razoável

MARVEL ULTIMATE ALLIANCE 3: The Black Order aproveitou que existe uma aura à volta da marca Marvel, mas não é o suficiente para dizer que é um jogo memorável. Sim, é engraçado jogar com os heróis mais conhecidos da marca de BD's mais conhecida do planeta e termos novas pequenas histórias que incorporam uma grande história universal. Tudo muito bem concebido. Mas a jogabilidade é repetitiva e muito sem emoção, e a história não inova muito além do que se conhece, o que acaba um pouco por fazer sentir uma falta de vontade de arriscar, jogando muito pelo seguro e o que inevitavelmente irá funcionar a 100%, o que é de lamentar.

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Filipe Silva
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Filipe Silva

Viciado em jogos de stealth, luta, beat'em ups e hack 'n slashes, mas um jogo com uma boa história e arte gráfica, é sempre bem vindo. E detesto MGS4.
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