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Análise – Back 4 Blood

A primeira coisa que senti quando experimentei o Back 4 Blood, foi que estava a fazer uma viagem no tempo até aos tempos de escola, em que jogava horas e horas de Left 4 Dead 2 com os meus amigos. Back 4 Blood trouxe de volta precisamente essa essência de Left 4 Dead e simultaneamente uma experiência nova (pelo menos parcialmente).

O Back 4 Blood passa-se num planeta Terra pós-apocalíptico, onde a maior parte da população foi infetada por um parasita que os transformou em zombies. O nosso adorado mundo está então infestado de Ridden (o nome dado aos zombies do jogo) e o nosso objetivo é exterminá-los e conseguir sobreviver.
Este é um FPS mais focado em jogabilidade co-op, onde juntamente com 3 pessoas ou bots, temos de derrotar hordas e hordas de Ridden.
Podemos optar entre 8 personagens, denominadas como cleaners, cada uma com as suas características específicas. No início temos apenas disponíveis 4 personagens: Walker, Holly, Evangelo e Hoffman, sendo que as restantes são desbloqueadas durante a progressão na história.

Modo campanha

A campanha do jogo está dividida em 4 Atos, sendo que cada Ato tem várias secções, divididas por níveis. Sempre que criamos uma nova run podemos escolher o ponto de partida e a dificuldade, sendo que podemos começar sempre no nível específico em que ficámos numa run anterior. Podemos também juntar-nos a outros jogadores através de quickmatch, onde apenas podemos escolher o Ato que pretendemos (desde que já esteja desbloqueado) e também podemos juntar-nos a amigos. Nesta última opção, caso o amigo que é líder da party tenha desbloqueado pontos de partida mais avançados que os nossos, podemos jogar a partir desses mesmos pontos.
Podemos ainda jogar a campanha a solo, mas é aqui que as coisas começam a complicar.
Na campanha a solo jogamos com uma equipa preenchida por bots, que apesar de terem uma inteligência artificial bastante funcional e que pretende ajudar o jogador a todo o custo, a dificuldade pouco ou nada é ajustada quando ficamos sozinhos, o que torna o jogo extremamente difícil em diversas ocasiões.

Cartada de mestre

A grande diferenciação mais destacada entre Back 4 Blood e todos os outros zombie survivals genéricos é o seu sistema de cartas.
As cartas são a nossa forma de obter skills e melhorias na personagem durante cada run. Inicialmente temos um deck já construído por default, mas podemos comprar mais cartas através das supply lines (linhas de fornecimento) e construir novos decks, cada deck com até 15 cartas à nossa escolha.
As linhas de fornecimento, em parte, são semelhantes aos sistemas de battle pass de jogos populares.  Temos sempre 3 linhas que nos são apresentadas e podemos começar a desbloquear cada uma delas. Cada linha tem vários itens, sejam eles cartas, cosméticos para o personagem ou emblemas, que vamos desbloqueando em sequência ao utilizarmos os nossos supply points para os comprarmos.
Os supply points serão a nossa moeda de troca apenas para as supply lines, que vamos recebendo ao completar missões. Existe um total de 49 linhas que podemos completar, cada uma com as suas características específicas.

No início de cada missão são atribuídas as corruption cards, que são escolhidas pelo jogo e que definem alguns detalhes de como será a nossa missão. Neste caso pode definir os tipos de Ridden que vão surgir, que mutações vão ter os Ridden especiais, desafios que nos podem trazer recompensas, eventos específicos que podem ocorrer e ainda podem definir como será o final da nossa missão.
Após recebermos o “draw” das cartas de corrupção, recebemos uma seleção também aleatória de cartas do nosso deck, de onde apenas podemos escolher um determinado número delas. A quantidade que podemos escolher está diretamente ligada com a secção do ato em que estamos a começar a nossa run. A cada nova missão podemos escolher uma nova carta.
As nossas cartas podem dar todo o tipo de skills ao nosso cleaner, mas algumas podem também limitar certas habilidades para dar prioridade a outras. Desde mais espaço para curativos, mais balas, mais stamina, mais vida, mais resistência ao dano, mais pontaria, essencialmente tudo o que podemos melhorar em termos de skills e perks.
Apesar de escolhermos as cartas no início do jogo, ao longo do mapa podemos encontrar cartas gratuitas aleatórias escondidas e cartas específicas para comprar.

Sistema de missões

O sistema das missões é muito simples. Depois de escolhermos as nossas cartas iniciais, podemos comprar armas e equipamentos da loja, que apresenta uma seleção de itens aleatórios para comprar. Podemos comprar uma arma principal ou arma secundária para substituir a que vem com o nosso personagem por default, podemos comprar melhorias para as nossas armas, granadas, equipamentos como medikits e desfibriladores, entre tantas outras coisas. A missão começa efetivamente quando se abre a porta da safe room. Durante as missões temos que atravessar e matar hordas de Ridden para podermos cumprir os objetivos da missão e finalmente alcançarmos a safe room para terminar a secção.


Podemos começar uma run a partir de qualquer missão já desbloqueada. Em cada run temos um número de tentativas limite, caso toda a equipa morra podemos utilizar outra tentativa (se ainda as tivermos disponíveis). Se não tivermos mais tentativas disponíveis a run termina. Se estivermos com uma party de amigos voltamos simplesmente para o acampamento, que são os nossos headquarters, mas se estivermos num matchmaking aleatório a party é desfeita e voltamos sozinhos para o acampamento.
Este acampamento é outra parte importante do jogo. Aqui podemos modificar as nossas armas, comprar linhas de fornecimento, alterar o nosso deck, modificar o nosso personagem, criar salas de jogo, treinar a nossa pontaria, etc. Essencialmente esta é a nossa hub principal.

Além do modo campanha temos ainda o modo Swarm. Este é o modo PvP do jogo, onde temos uma equipa de cleaners contra uma equipa de ridden. O sistema deste modo é o de um típico team deathmatch competitivo, neste caso dividido por rondas.

Os Ridden

Tal como referido acima, os ridden são os nosso inimigos. Este é o nome dado a todos os que foram infetados pelo parasita que transforma pessoas em zombies.
Existem diversas categorias e subcategorias de ridden, cada uma com o seu ponto fraco e skill específicos. Os ridden comuns podem ser simplesmente ridden, armored ridden, que neste caso têm precisamente uma armadura que temos de conseguir quebrar para atingirmos o inimigo, charred ridden, runners, sprinters, etc. Depois temos os ridden especiais. Nesta categoria temos os Hocker, que provavelmente são o tipo mais irritante de ridden, pois podem prender o inimigo ao chão com uma cuspidela, e só os podemos matar acertando na parte vermelha pulsante aberta no seu peito. Os Stalkers, que nos perseguem, agarram e arrastam para longe dos colegas de equipa. Os Stinger, que nos atingem com cuspidelas tal como os Hocker mas apenas nos abrandam. Os Retch, Reeker e Exploder são gigantes que vomitam ácido, sendo que alguns deles cospem à distância, outros explodem o nosso cleaner para uma morte quase certa, e outros explodem e cobrem-te com as suas entranhas alertando hordas de ridden. Os Bruiser, Crusher e Tallboy têm todos um braço gigante, sendo que o Bruiser e o Tallboy têm a habilidade de esmagar e o Crusher de agarrar e esborrachar. Os Hag são extremamente inofensivos, isto se não lhes tocarmos claro, nesse caso irão perseguir quem lhes tocou e só desistem quando engolem o cleaner para a morte certa. A pior parte? Os Hag são quase indestrutíveis.


O Snitcher é literalmente o “queixinhas” dos ridden, como o nome indica, pois alerta hordas inimigas da nossa presença ao se aperceber de nós. Por fim os Sleepers são aqueles que ironicamente vos podem tirar o sono, isto porque estão colados e disfarçados na parede e saltam para cima de nós de surpresa quando passamos perto.
Além de todos estes tipos de ridden temos ainda os bosses. Nesta categoria temos os Breaker, os Ogre e claro a Abomination.

Veredicto

Apesar de toda esta mecânica das cartas trazer uma nova perspetiva a este género de jogo, o Back 4 Blood continua a ser um zombie survival genérico. Felizmente a variedade das missões, inimigos e a componente co-op com amigos, evitam que se crie uma sensação de que o jogo é repetitivo e melhoram substancialmente a experiência.
A dificuldade do jogo pode tornar-se extremamente frustrante se jogarmos em modo Veterano ou Pesadelo, ou ainda se jogarmos a campanha a solo. A existência em excesso de certos ridden especiais conseguem também adicionar dificuldade extra ao jogo e tornar, mais uma vez, a nossa experiência de jogo em algo frustrante.

A primeira coisa que senti quando experimentei o Back 4 Blood, foi que estava a fazer uma viagem no tempo até aos tempos de escola, em que jogava horas e horas de Left 4 Dead 2 com os meus amigos. Back 4 Blood trouxe de volta precisamente essa essência de…

Back 4 Blood (PS4)

História - 54%
Jogabilidade - 80%
Gráficos - 75%
Banda Sonora - 70%
Longevidade - 85%

73%

Bom

Com uma narrativa completamente “esquecível” e secundária aplicada a um género de jogo bastante genérico e saturado, mas com alguns twists frescos como a utilização das cartas e toda a variedade das missões e dos inimigos, Back 4 Blood consegue trazer o melhor do passado e modernizar a gameplay e a estutura do jogo de uma forma interessante que claramente nos irá prender ao jogo. É o jogo perfeito para jogar com amigos, mas que se pode tornar uma dor de cabeça se fores um jogador mais solitário.

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Nicole Concha
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