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Comic Con Portugal 2026: o nosso balanço da 11.ª edição

A 11.ª edição da Comic Con Portugal decorreu de 23 a 26 de abril no Europarque, em Santa Maria da Feira, marcando a primeira vez que o evento se realizou fora da zona do Porto. A mudança da Exponor para o Europarque era, desde o início, a grande questão desta edição: o que se ganha e o que se perde quando se move o maior evento de cultura pop do país para uma cidade mais pequena, a 30 minutos do aeroporto mais próximo?

A Moshbit Gaming esteve presente ao longo dos quatro dias, e este é o nosso balanço.

Convidados e programação

A edição trouxe nomes internacionais de peso: Chandler Riggs (The Walking Dead), Osric Chau e Mark Pellegrino (Supernatural), o elenco da série portuguesa Lisbon Noir, e artistas de banda desenhada como Jérôme Lereculey, Scott Snyder e John Romita Jr. Frank Miller, inicialmente anunciado como cabeça de cartaz, acabou por cancelar a sua presença na véspera do evento, "por circunstâncias imprevistas," uma ausência que se fez sentir.

Uma das presenças mais relevantes para a área gaming foi Sir Ian Livingstone, co-fundador da Games Workshop e criador da série Fighting Fantasy, conhecida em Portugal como Aventuras Fantásticas e recentemente reeditada pela Porto Editora. Livingstone revelou à Moshbit Gaming detalhes sobre o seu próximo livro, a publicar a 27 de agosto de 2026. (Artigo completo em breve.)

A grande novidade desta edição foi a introdução da área "Asian World", dedicada a K-Pop, anime e cultura asiática, com mercado, ativações e programação própria. O cosplay manteve-se como um dos pilares visuais do evento, com desfiles, meet and greets e o concurso habitual.

Gaming no Palco Playforge

A área gaming, curada por Nicole Concha, concentrou-se no Playforge Stage com painéis, torneios e demonstrações ao longo dos quatro dias. A Nintendo marcou presença com demos jogáveis de Mario Tennis Fever e torneios de esports, painéis sobre as novidades de jogos (como Pokémon Pokopia da Nintendo e Saros da PlayStation).

O palco acolheu ainda painéis sobre desenvolvimento de videojogos com estúdios portugueses como Mindera Gaming, Fragile Shapes Studio, Orangenap Studio e Astralshift, proporcionando uma janela para quem quer entrar na indústria nacional de jogos.

Para além do palco, a Nintendo teve também presença própria noutra área do recinto, onde se destacou com passatempos e uma grande oferta de consolas em free-to-play para que os visitantes pudessem experimentar os últimos títulos lançados para a Nintendo Switch 2.

Uma nova casa, um novo contexto

No Europarque, a separação entre palcos funcionou melhor do que na Exponor, com menos interferência sonora entre áreas.

Mas a acessibilidade por transportes públicos continua a ser um desafio. A organização disponibilizou um shuttle gratuito entre a Estação CP de Espinho, o Hotel Nova Cruz e o Europarque, complementado por uma parceria com a Bolt. No entanto, em alturas de maior afluência, verificavam-se engarrafamentos significativos no acesso ao recinto. Na manhã de sábado, o dia com mais visitantes, motoristas de transporte privado reportavam filas de espera superiores a uma hora apenas para deixar passageiros à porta do Europarque. O recinto também não é propriamente acessível a pé de forma segura. E já para não falar de quem vem de outros pontos do país; o acesso para visitantes do sul é cada vez mais limitado.

O primeiro dia revelou os desafios típicos de um evento num espaço novo. A distribuição de algumas áreas pelo edifício não era imediatamente intuitiva, e houve ajustes ao longo dos dias. A Artist Alley, por exemplo, ficou num espaço reduzido e algo isolado, tendo sido contestada por visitantes e artistas.

Para uma próxima edição

Como participantes e imprensa há vários anos, há aspetos que gostaríamos de ver melhorados nas próximas edições. Ativações de marca com atividades mais interessantes e envolventes. Um espaço de maior destaque para os artistas e mais próximo do fluxo principal de visitantes. Maior variedade nos produtos vendidos no recinto, bem como na oferta de comida no food court. E, sobretudo, evitar conflitos de horário na programação, como o desfile de cosplay a decorrer em simultâneo com entrevistas no live stage, no qual ficava impossível ouvir os convidados.

São pontos que, resolvidos, podem fazer a diferença entre um bom evento e um grande evento.

Para a comunidade geek portuguesa, a Comic Con Portugal continua a ser um ponto de encontro sem paralelo, o sítio onde se reencontram amigos de todo o país, se descobrem novos criadores, e se celebra uma cultura que, durante o resto do ano, existe maioritariamente online.

A Comic Con Portugal anunciou ontem em comunicado que a 12.ª edição permanecerá em Santa Maria da Feira no Europarque, passando de quatro para cinco dias: de 21 (sexta) a 25 (terça e feriado) de abril de 2028.

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