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Rock in Rio Lisboa fecha a maior edição de sempre com cerca de 330 mil pessoas e anuncia regresso em 2028

A Cidade do Rock apagou as luzes no domingo, e fê-lo em alta. A 11.ª edição do Rock in Rio Lisboa terminou a 28 de junho com cerca de 330 mil pessoas a passarem pelo recinto ao longo dos quatro dias, um número que a organização traduz numa imagem que dá jeito para ter noção: o equivalente a encher mais de 16 MEO Arenas.

Foi a maior e mais internacional edição da história do festival. Passou público de 127 países pelo Parque Papa Francisco, que se estreou em grande como nova casa do evento, com mais 25 mil metros quadrados, um reforço acima de 40% nas instalações sanitárias e mais de 30% de oferta de restauração, três pormenores logísticos que qualquer pessoa que já tenha feito fila num festival sabe que valem ouro. Ao todo, foram quatro palcos, mais de 60 artistas e 52 horas de música.

Os concertos deram os títulos. O regresso dos Linkin Park encheu a Cidade do Rock e foi transmitido para mais de uma centena de países, num dos momentos mais emocionantes do festival em anos. Katy Perry transformou Lisboa num centro da pop mundial, e o último fim de semana juntou duas lendas na mesma noite, Rod Stewart, a celebrar décadas de carreira, e Cyndi Lauper, a revisitar os clássicos que toda a gente sabe de cor. E o Brasil também fez tremer o chão: Pedro Sampaio foi, para muitos, um dos concertos que mais entusiasmou o recinto, com dança e boa disposição a contagiar a Cidade do Rock, e logo no primeiro dia juntou milhares de pessoas naquilo a que a organização chamou o maior 'cavalinho' do mundo.

Do lado português, o destaque foi a curadoria dos Xutos & Pontapés, "Classe de 79", que juntou em palco alguns dos nomes maiores da música nacional numa celebração pensada de raiz para o festival.

Nem tudo foi música. O espetáculo aéreo The Flight, os finais pirotécnicos de cada noite, e o Momento Força Portugal, em que a Cidade do Rock virou estádio para o jogo da Seleção com uma bandeira gigante a percorrer o recinto, mostraram que o festival há muito deixou de ser só palcos. E o Stage for a Better World fechou cada noite no Palco Mundo com um espetáculo de luz e fogo feito a partir de mensagens que milhares de pessoas partilharam nos meses anteriores, no gesto simbólico que dá ao Rock in Rio a sua bandeira de sempre, a música ao serviço de um mundo melhor.

Os números de satisfação acompanharam a dimensão. O Estudo de Recinto da Marketest deu ao festival uma nota global de 8 em 10, o inquérito da Fever aos compradores de bilhetes fechou nos 4,3 em 5, com a programação e a nova Cidade do Rock entre os pontos mais elogiados, e a marca arrecadou o prémio Marca Recomendada do Consumer Trust na categoria de festivais.

Fica a data para marcar no calendário: o Rock in Rio Lisboa regressa, agora ao Parque Tejo, em 2028, nos dias 17, 18, 24 e 25 de junho.

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