Tive a oportunidade de experimentar em primeira mão o Marvel Tōkon: Fighting Souls, um novo jogo de luta que chega à PlayStation 5 e PC pelas mãos dos Arc System Works, estúdio conhecido por jogos como Guilty Gear e BlazBlue.
E a primeira coisa que salta logo à vista, literalmente, é a arte do jogo. Temos alguns dos personagens mais adorados da Marvel estilizados bem ao estilo de arte da Arc System Works, com cores bem vivas e um estilo de desenho muito único, que pessoalmente eu adorei a forma como assentou aos personagens. Parece quase uma mistura entre o estilo de arte das BD’s americanas, com mangá e anime, mas ao mesmo tempo nos lembra da arte de Guilty Gear e BlazBlue, e consegue ainda assim ter uma identidade visual completamente única. Nas cinemáticas e nos ataques especiais é onde se nota mais o quão bonita está a arte deste jogo.
Nesta experiência hands on podíamos fazer alguns combates 1v1 ou contra o CPU, num conjunto selecionado de mapas inspirados em alguns dos principais universos Marvel e com um conjunto de personagens que vamos poder encontrar na versão completa do jogo. Podíamos jogar com Spider-Man, Peni Parker, Captain America, Wolverine, Magneto, Danger, Magik, Doctor Doom, Black Panther, Storm, Ms Marvel, Star Lord, Iron Man e Ghost Rider, sendo que o final rooster ainda vai acrescentar mais alguns personagens como Hulk, Blade e Carnage.

Este fighting game é essencialmente um Tag Fighter mas com um twist completamente diferente do normal. Temos partidas 4v4, onde escolhemos a nossa equipa, mas não temos de jogar com todos os personagens e não temos barras de vida para cada um. Temos uma barra de vida conjunta que se mantém ao trocarmos de personagens, e essencialmente podemos trocar entre os dois primeiros personagens, e usar os restantes como suporte, ou então usar apenas um personagem como principal e todos os restantes como suporte.
Ao montar estas equipas vamos tendo nomes específicos para cada conjunto diferente de personagens, que fazem “assemble” e montam-se como se fossem a capa de uma BD no seletor de personagens.
Achei a gameplay bastante interessante e as mecânicas também, mas senti que ao jogar no comando estamos muito dependentes da utilização dos triggers, algo que obrigada os jogadores a segurarem no comando com o grip normal. Eu pessoalmente, com outros fighters, uso quase de forma instintiva o claw grip, que geralmente é mais confortável e fácil para combos, mas neste jogo não conseguimos de todo jogar dessa forma, a não se que se tenha efetivamente um fighting stick. Isto porque existem botões reservados só para ataques especiais e os grandes Assemble Attacks, e a maioria dos combos ou variações de ataque estão ligados à utilização de um botão de ataques (alto, médio ou baixo) em conjunto com os botões de direção, ao invés de combinações de vários botões.
Não tive muito tempo para explorar combos, mas mesmo assim, devido a todos os pontos que já mencionei, senti que nesse aspeto o jogo até está um pouco simplificado, o que facilita a aprendizagem do estilo de gameplay de cada personagem.

E este é outro ponto que quero destacar, o quão diferentes são as personagens. Cada uma tem um estilo muito único de jogar, tal como acontece com outros fighting games, mas aqui além do estilo de luta por si só, temos também os ataques especiais e poderes especiais adaptados à forma como os personagens são no universo Marvel.
Essencialmente, Marvel Tōkon: Fighting Souls é um fighting game que consegue servir bem ambos os públicos. Por um lado, temos controlos simplificados, mecânicas acessíveis e um jogo fácil de pegar e de conseguirmos nos divertir para os jogadores mais casuais ou menos competitivos. Por outro lado, temos um enorme potencial competitivo para os pro players, que podem explorar a estratégia de montar e utilizar as equipas, bem como aprender combos mais complexos para terem outro nível de gameplay.
A meu ver, Marvel Tōkon: Fighting Souls tem imenso potencial para se tornar um dos principais fighting games deste ano, e mal posso esperar por jogar o jogo completo!
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