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Marvel’s Wolverine | Antevisão

Marvel’s Wolverine é sem sombra de dúvida o jogo mais aguardado dos estúdios PlayStation para 2026, e até arrisco em dizer que é um dos mais desejados dos últimos anos. E, convenhamos, as expectativas do público estão a acompanhar com a mesma intensidade o entusiasmo criado em torno do jogo.

Eu estava mega ansiosa por jogar, e ter a possibilidade de explorar duas horas de gameplay nos escritórios da PlayStation Portugal foi uma oportunidade única, não se de ajudar um pouco nesta ansiedade de jogar, como a criar água na boca para querer jogar o jogo completo.

Vamos começar pelo que já se sabe, Marvel’s Wolverine decorre no mesmo universo dos jogos Marvel’s Spider-Man da Insomniac, o Earth-1048, e antes que perguntem a resposta é não, não temos o Spider-Man neste jogo.
Na verdade, nem acompanhamos a história da origem de Logan, nem estamos num universo onde os X-Men existem. Em vez disso, estamos a acompanhar o regresso de Logan à Team-X, uma equipa de mutantes onde integram nomes bem sonantes do universo Marvel como Sabertooth, Mystique e Essex.

O grande vilão da nossa história é Trask, um cientista anti-mutantes responsável pelos Reavers e pela ameaça dos Sentinels. Mas além de vermos o Wolverine e os restantes membros da X-Team lutarem contra vilões, vemos também uma luta interna de Logan contra si próprio, para descobrir o que esqueceu do seu passado. Isto foi algo que não conseguimos ver muito, mas acredito que vai ser uma das melhores partes da narrativa do jogo.

Sendo este um jogo da Insomniac, não de estranhar o quão notáveis são as semelhanças de gameplay com Marvel’s Spider-Man, mas ao mesmo tempo é surpreendente o quão única a gameplay consegue ser ao mesmo tempo.

O combate é, tal como estávamos à espera e queríamos, muito agressivo, violento e sangrento, com o Logan a usar as garras para ataques normais, combos, ataques em salto para cima do adversário, e ainda a termos disponíveis ataques especiais, como Tornado Spin e Bull Rush, que vamos desbloqueando com a árvore de habilidades, que inclui também outras habilidades.

Existe também interação com os cenários e com os inimigos através dos cenários e, tal como em Spider-Man, a possibilidade de desarmar os inimigos.Mas aqui temos um elemento verdadeiramente único nas mecânicas de combate, a Rage. Conforme vamos atacando e derrotando inimigos, vamos acumulando Rage, que depois se ativa e canaliza tudo aquilo a que estamos habituados de Wolverine num momento de descarga de raiva, força bruta e principalmente onde vemos incorporada da melhor forma a capacidade de cura de Logan.

Isto porque o Rage permite ativar o “Last Stand”, que nos permitem recuperar de um ataque que normalmente seria fatal. Apesar de termos esta mecânica, a cura do Logan também é usada durante os combates, se conseguirmos dar tempo entre golpes para ele se recuperar.

E toda esta violência, claro que se traduz em muito sangue, que no caso deste jogo, a Insomniac desenvolveu uma tecnologia própria para adicionar física ao sangue de forma a que ele possa escorrer pelas superfícies realisticamente. Além disso as marcas, a sujidade e os detalhes no fato de Logan também dão um toque especial.

A melhor parte para mim é que existe Stealth, e na minha opinião é mais refinado que nos jogos Spider-Man. Temos a possibilidade de seguir pistas, detetar inimigos, cheiros, sons, entre outros, de forma a conseguirmos nos aproximar deles mais facilmente e pensar a nossa estratégia. Algumas zonas convidam a fazer stealth, onde no preview deu para o fazermos em ervas altas, bem ao estilo de Metal Gear, e assim derrotar os nossos inimigos da melhor forma.
E porque digo que está tão mais refinado que em Spider-Man? Principalmente porque a IA dos inimigos está muito mais trabalhada, são muito mais atentos e inteligentes e temos de ser muito mais cuidadosos nas nossas estratégias de stealth para não sermos apanhados.

Algo que deu para ver com esta preview e de facto me deixou de queixo caído foram os gráficos e visuais do jogo. Tanto os modelos dos personagens, as expressões e detalhes faciais, as cutscenes, as próprias animações e modelos dentro da gameplay, estão absolutamente lindos, detalhados e tecnicamente impressionantes, com a iluminação a ajudar a que todos estes pontos se tornem ainda mais salientes. A performance estava completamente fluída, sem quebras ou oscilações que eu tenha notado, e as transições entre momentos de gameplay e cutscene estavam absolutamente clean.

Para mim, este é aquele jogo Wolverine que nós sempre quisemos e sempre sonhámos enquanto fãs da Marvel. Este pequeno preview deu-me apenas um gostinho daquilo que será o jogo completo, mas já sei que este será um dos meus jogos favoritos de 2026, e mal posso esperar por poder jogá-lo todo.

Nicole Concha

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