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Análise – Dreams

A Media Molecule (Little Big Planet e Tearaway) traz-nos Dreams, mais um belíssimo exclusivo para a PlayStation 4. Anunciado em 2013 e com lançamento a 14 de fevereiro deste ano, Dreams é uma ferramenta de criação muito versátil. 'Criação de quê?', perguntam. De tudo um pouco. É uma mescla de conceitos, não sendo muito fácil definir.  Ora vejam.

Dreams foi dos jogos mais envolventes e bonitos que joguei para a PlayStation 4. Começamos por ser guiados pela música relaxante e voz hipnótica da narradora, que nos leva pela mão numa aventura pelo Dreamiverso. Em primeiro lugar criamos um perfil, escolhendo a Criatura, um simpático ponteiro que é central na interface do jogo.

Seguidamente, podemos criar ou visitar Sonhos (projetos), já que Dreams funciona também como rede social em que podemos ver e interagir com as criações de outros jogadores. É recomendado para desenvolver jogos, fundamentalmente, além de ilustrações, esculturas, vídeos e até música. Dreams quer, o jogador sonha, a obra nasce.

Para quem não sabe programar e gostava de se aventurar em Game Dev ou algo do género, é uma boa aposta. Não é necessário ter grandes conhecimentos a priori e é uma ferramenta relativamente intuitiva. Porém, é imprescindível tempo e um mindset de persistência, uma vez que há imenso para aprender, já que para poder  Criar Sonhos confortavelmente é necessário passar por baterias de tutoriais.  Não diria que seja difícil ou que tenha controlos complicados; tem, no entanto, variados modos e ferramentas. As barreiras são facilmente ultrapassáveis, pois existe uma biblioteca de níveis tutoriais, masterclasses e a possibilidade de explorar as criações existentes.

É possível criar de tudo um pouco no Dreamiverso. Desde vídeos, curtas metragens, a simuladores, memes, jogos criados por fãs ou visual novels. Dos principais sonhos que temos disponíveis é O Sonho de Art, a história comovente e interativa um músico, da própria Media Molecule, com a duração de 2h onde podemos também obter recompensas para utilizar no nosso Espaço de Jogo.

O Espaço de Jogo de cada jogador é um espaço em branco que podemos preencher da forma que quisermos, com as recompensas que ganhamos com o avançar das Missões de Criatura. Para o meu espaço criei um quarto de dimensões gigantes inspirado em Toy Story, que é possível explorar a partir de várias plataformas.

[ver galeria abaixo]

Outro sonho que demonstra bem o que é possível criar com Dreams é Shadows Dance at Olivetop Reach, um RPG num ambiente sombrio, com combate por turnos. Recomendo também Hat Kid’s Summer Vacation, um outro jogo de ação inspirado por diversos outros jogos conhecidos, com o objetivo central de derrotar cem corvos.

Dos meus favoritos foi Super Mario Infinity, um nível inspirado em Mario 64, com a mesma composição musical, movimentos e dinâmica. Outro digno de nota foi um Cenário inspirado em Death Stranding.

Southpaw Cooking é um frustrante simulador de cozinha, à semelhança de Surgeon Simulator, enquanto o jogador atende uma chamada com uma mão e, com a outra, tem um curto espaço de tempo para preparar a refeição.

Art Therapy traz-nos um artista que vê as suas obras serem recusadas por um museu e procede a relaxar dando umas boas tacadas nas peças caras em exposição.

Estes são apenas alguns dos infindáveis sonhos disponíveis na comunidade, onde também se realizam Jams com frequência.

Por outro lado, deparei-me com alguns problemas enquanto jogava. Um deles foi um glitch na câmara aquando da construção do meu espaço, que foi resolvido ao apagar todo o conteúdo. Como não estava satisfeita com o primeiro espaço que fiz, decidi apagar tudo, portanto não foi uma perda significativa. Outro problema foi a dificuldade em estampar objetos de forma precisa. Utilizei o comando Dualshock com movimento e o simples pressionar do R2 para colocar um objeto, fazia com que a estampagem nunca ficasse exatamente como pretendia, mesmo mudando as definições de sensibilidade de movimento.

É também compatível com o PS move e é de esperar que seja mais intuitivo e preciso do que o comando Dualshock.

Em tempos como este, Dreams é um catalisador de criatividade, tanto para quem produz conteúdo como para quem o consome. Achei também que é uma ferramenta útil para escritores, que podem usufruir de um espaço que permite world building e esboço de personagens.

Dreams encapsulou a vivacidade de vários conceitos de criação e entrega-nos, mais do que um jogo, uma ferramenta social carregada de sonhos e imaginação, que promete horas e horas de diversão.

Review Overview

A Media Molecule (Little Big Planet e Tearaway) traz-nos Dreams, mais um belíssimo exclusivo para a PlayStation 4. Anunciado em 2013 e com lançamento a 14 de fevereiro deste ano, Dreams é uma ferramenta de criação muito versátil. 'Criação de quê?', perguntam. De tudo um pouco. É uma mescla de…

Dreams

Jogabilidade - 84%
Gráficos - 90%
Som/Banda Sonora - 95%
Longevidade - 100%

92%

Excelente

Excelente atmosfera, estética e música. Intuitivo e acessível, mas requer dedicação e tempo. Tem uma pool de jogos e atividades interminável. Por vezes os comandos (motion) são pouco precisos.

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