Saros é o novo jogo exclusivo da PlayStation 5 que chega pelas mãos da Housemarque Games, estúdio responsável por Returnal. Nós tivemos a oportunidade de jogar as três primeiras horas, e podemos agora falar um pouco sobre a nossa experiência.
A primeira coisa que conseguimos sentir é a influência que o próprio Returnal teve para a produção deste jogo. Sentimos logo na movimentação básica do protagonista, na ambientação do jogo e até em alguns momentos do combate e da jogabilidade.
O jogo é, tal como Returnal, um Roguelike, que se apresenta como um shooter na terceira pessoa, e onde perder tem consequências no nosso progresso, mas neste caso, mais acessível.
Returnal ficou conhecido pelo quão difícil era, o que afastou muitos jogadores da experiência. Mas Saros, apesar de se manter desafiante, é mais acessível, e dá-nos certas “ajudas” e facilidades que evitam a frustração que era criada por Returnal.
Isto porque, em Saros, não perdemos tudo o que vamos recolhendo durante os nossos ciclos, que são como fossem os loops de Returnal. Mantemos a nossa arma, uma parte “nível” que conseguimos chegar e parte dos recursos e “pontos de habilidade” que são extremamente necessários para podermos avançar mais facilmente no jogo.

A nossa arma, apesar de a mantermos, reduz o nível, que se estiver por exemplo a nível 7, volta ao zero. No caso do nosso nível mesmo, que diria que não é necessariamente um nível de personagem em si, mas quase como uma “medição temporária da nossa força”, não voltamos sempre ao zero. Em algumas vezes, acabamos por ficar a nível 1 ou 2. Já os pontos de habilidade, quando voltamos à nossa base no final do ciclo, temos acesso a um computador onde podemos evoluir a nossa árvore de habilidade e desbloquear melhorias permanentes, que nos ajudam a derrotar de forma mais fácil os inimigos que encontramos pelo caminho.
Algo que achei incrível foram as mecânicas de combate e de jogo que são novas e únicas em Saros, principalmente o escudo. O escudo funciona não só como forma de nos defender, como também como forma de acumular energia e reaproveitar para utilizarmos como ataque. Neste caso disparamos uma espécie de míssil contra os inimigos que os mata de forma instantânea. Para carregar este escudo basta simplesmente defender e absorver os disparos inimigos. Outro recurso que gostei da forma como pode ser utilizado, mas neste caso é semelhante ao que já existia em Returnal, é o dash. Esta mecânica é fundamental para a esquiva e para evitar os ataques inimigos.

Os inimigos são compostos por várias espécies alienígenas diferentes, que temos de derrotar, e que nos atacam com um estilo de jogo “Bullet Hell” onde temos imensos projéteis em simultâneos, provenientes de várias direções diferentes, dos quais nos temos de esquivar. Este estilo de ataque inimigo é, por si só, desafiante, mas temos alguns pontos que tornam estes combates ainda mais desafiantes. Posso salientar, por exemplo, que alguns destes inimigos são imunes aos nossos disparos das armas, e que apenas podem ser derrotados com ataques corpo a corpo, o que nos obriga a ter de aproximar destes inimigos e ficar próximos demais do ponto de origem dos perigosos projéteis.
Claro que não poderia dar as primeiras impressões sem falar dos gráficos, que estão absolutamente lindos. Não só os personagens, que estão bastante detalhados e polidos, como os próprios inimigos, e até o ambiente de jogo, que está pensado ao detalhe.

É impossível negar que fiquei com água na boca para jogar Saros, e muitos sabem o quanto eu costumo resistir e evitar jogos que sejam mais difíceis, mas este jogo tem algo diferente dos demais do estilo que me puxa para ele. Talvez o quanto nos acolhe enquanto jogadores, e a forma com que consegue tornar a experiência menos castigadora a quando da falha, tenham sido o que me puxou mais a vontade de jogar, talvez tenha sido o quanto fiquei imersa naquele universo, ou até pode ter sido o facto de ter começado a gostar de jogos mais desafiantes. Mas Saros definitivamente merece ser experimentado, e mal posso esperar para continuar a minha aventura.
Saros vai estar disponível para a PlayStation 5 a 30 de abril, e podem já fazer a reserva na PlayStation Store.
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