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Análise – The Medium

“Tudo começa com uma rapariga morta…”  é esta a frase que serve de engrenagem para este jogo, que nos vem trazer uma nova proposta de gameplay, juntamente com uma história que garantidamente vos irá prender ao ecrã.
O jogo chegou gratuitamente na sua estreia para todos os detentores do Xbox Game Pass no PC, Xbox One ou Xbox Series. Muitos trailers antecipavam este como um dos próximos grandes sucessos dos estúdios da Xbox, e parece que conseguiu estar à altura das expectativas.

The Medium é um jogo de terror na terceira pessoa, com câmaras fixas do mesmo estilo que os Resident Evil antigos, mas inovador em vários aspetos.
A jogabilidade destaca-se dos demais por termos a nossa protagonista, Marianne, dividida entre dois mundos: o mundo dos mortos e o mundo dos vivos. Esta dualidade é-nos muitas vezes apresentada com a divisão do nosso ecrã em dois, e tudo o que acontece num dos mundos pode acabar por afetar o outro. O mundo dos mortos é uma versão distorcida do mundo real, com as paredes e objetos cobertos de uma espécie de matéria orgânica semelhante a fungos, ossos partidos pelo chão, esqueletos pendurados, traças aterrorizantes, entre tantas outras coisas dignas de arrepios.
Marianne é uma medium, os seus poderes permitem que ela tenha contacto com os mortos, sendo que ao longo do jogo vamos ajudando espíritos perdidos a encontrarem a sua paz e a atravessarem para “o outro lado”.
A narrativa tem o seu início com um pesadelo recorrente de Marianne, onde ela vê o assassinato de uma criança. Marianne trabalha numa casa funerária, o que a ajudou a desenvolver os seus poderes, e acabou por ter de preparar o funeral do próprio dono da funerária, o seu pai adotivo Jack. Após ter tratado de tudo Marianne recebe uma chamada misteriosa, de alguém chamado Thomas, que afirma saber do seu pesadelo e que precisa da sua ajuda, pedindo para ela o encontrar no hotel Niwa.  Marianne dirige-se ao local e a história desenrola-se a partir daí, com direito a plot twists inesperados.

Essencialmente temos de encontrar objetos específicos, reconstruir memórias, encontrar e escutar pontos de eco e desbloquear caminhos para progredir na história.
A divisão entre os mundos é bastante utilizada para a resolução de certos “puzzles”, pois por vezes um objeto no mundo dos mortos será a chave para desbloquear uma passagem no mundo dos vivos ou para completar os itens necessários para obter uma memória.
A gameplay vai alternando entre vivenciar os dois mundos em simultâneo, estar apenas no mundo dos vivos e estar apenas no mundo dos mortos. Portas que estão bloqueadas no mundo dos vivos nem sempre estão de igual forma no mundo dos mortos, para as atravessarmos temos a opção de ter uma experiência fora do corpo e controlar apenas o mundo espiritual. Nessa caso teremos sempre de ter cuidado pois tempo excessivo fora do corpo pode ser fatal.
No mundo espiritual podemos absorver energia espiritual, esta pode ser descarregada em ataques, criação de escudos ou até para ligar quadros elétricos no mundo dos vivos.
The Medium baseia-se num estilo de terror psicológico e de ambiente, focando-se no suspense e ambientes sombrios, sendo que jumpscares são raros ao longo do jogo.

Os gráficos estão muito aquém daquilo que se poderia esperar de um jogo da nova geração, apesar dos cenários estarem bem desenhados em geral, os modelos das personagens destoam do restante de forma negativa. As animações em geral também prejudicam uma visão que poderia ser perfeita do jogo. Animações faciais que não correspondem à fala, animações de movimentação que fazem as personagens parecerem robôs, de tal modo que faz lembrar quando as mães dizem “parece que tens uma vassoura espetada nas costas”, e até mesmo algumas texturas que deveriam estar melhor trabalhadas.
Em termos sonoros o jogo fez um bom trabalho em tornar mais imersivo o ambiente de terror, e a banda sonora, apesar de simples, também teve a sua importância nesta questão.
Na questão da longevidade o jogo também deixa muito a desejar, visto que podemos completar o jogo com apenas entre 5 a 7 horas de jogo.

Assistam à primeira hora de gameplay:

The Medium está disponível nas consolas  Xbox Series X/S, Xbox One e no PC via Microsoft Store e Xbox Game Pass. Para mais informações, visita o website oficial.

“Tudo começa com uma rapariga morta...”  é esta a frase que serve de engrenagem para este jogo, que nos vem trazer uma nova proposta de gameplay, juntamente com uma história que garantidamente vos irá prender ao ecrã. O jogo chegou gratuitamente na sua estreia para todos os detentores do Xbox…

The Medium (PC)

História - 97%
Jogabilidade - 96%
Gráficos - 71%
Banda Sonora - 84%
Longevidade - 60%

82%

Bom

O The Medium trouxe de volta o esplendor dos survival horror clássicos, com uma história cativante e gameplay que ajuda na entrega da narrativa. Apesar de ter as limitações técnicas referidas, The Medium consegue oferecer uma experiência diferente do que se tem visto nos últimos tempos, e destaca-se pelos seus fortes pontos positivos.

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Nicole Concha
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