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Over and Out 2022 – O futuro dos videojogos nacionais

A MoshBit Gaming esteve presente, pelo segundo ano consecutivo, na exposição da Licenciatura em Videojogos no evento Over & Out 2022, da Universidade Lusófona. Neste evento, os alunos mostraram os seus projetos a um painel de júris, do qual a MoshBit Gaming fez parte, para se decidir a atribuição dos diversos prémios. Esta iniciativa serve não só para os alunos receberem feedback de um júri ligado a várias áreas da indústria, como também para a se dar a conhecer o trabalho destes alunos, que aspiram em ser futuros talentos nacionais na produção videojogos.

Os jogos que concorreram nesta edição do Over & Out foram:

-Alter (André Figueira, João Matos, Hugo Carvalho, Rodrigo Marques)

-Astroloop (Pedro Passos, Pedro Ferreira)

-Avatar: Pro Bending Arena (Pedro Bezerra)

-Conqueror of Planets (Pedro Passos, Pedro Ferreira)

-Rayden (Sónia Raposo, Steven Hall, Tomás Rasteiro)

-Rulers (João Borges, João Gonçalves, Nelson Salvador, Pedro Coutinho)

-Runewatch (Gabriel Santos, Gonçalo Vila Verde, Pedro Bezerra, Pedro Marques)

-Shattered Souls (Sónia Raposo, Steven Hall)

-The Wizzard (Leonor Figueiredo, Pedro Fernandes, Pedro Osório)

-Xisto (André Santos, Afonso Lage, Miguel Martinho, Nelson Milheiro)

Desta lista, dois títulos destacaram-se mais que os anteriores, visto que receberam também uma maior quantidade de prémios, que foram Xisto e Runewatch.

Xisto destacou-se principalmente pela sua ligação com a cultura portuguesa. Um jogo que se inspirou nas tradições das aldeias de Xisto portuguesas, da região centro do país, para criar um slow life simulator, onde podes explorar e completar objetivos. Na demo foi possível experienciar de uma forma única o Entrudo Tradicional das Aldeias de Xisto, onde tanto no jogo, como na vida real, os habitantes personalizam máscaras de cortiça para as utilizarem juntamente com roupas velhas e transmitirem um aspeto assustador. Passear pela aldeia de concertina na mão para chamar a população para os concertos, adornar a nossa máscara, ajudar a população, tudo era possível neste jogo de raiz bastante portuguesa.

Runewatch destacou-se principalemente pela sua qualidade técnica, sendo que as suas inspirações em Quake, Heretic e Hexen II saltaram bastante à vista. É FPS Roguelite com elementos de RPG, onde controlamos um Elementalist que utiliza os seus poderes mágicos para explorar dungeons e derrotar inimigos. Neste jogo os elementos são um ponto fulcral, visto que temos inimigos ligados aos elementos de fogo, trovão, água, erva, etc, e também poderes com esses mesmos elementos. Esta ligação aos elementos leva a que ataques de água reajam mais com inimigos de fogo, ataques de fogo reajam mais com inimigos de erva, e por aí adiante. A fluidez da gameplay, dos controlos, da câmara, a própria experiência de gameplay e até os gráficos, levaram a que Runewatch tenha sido o grande destaque técnico da exposição.

Esta foi a lista completa dos jogos premiados:

CATEGORIAS TÉCNCIAS

Melhor Narrativa num jogo – Xisto de André Santos, Afonso Lage, Miguel Martinho e Nelson Milheiro (atribuido por Ricardo “Tiger” da Advance SIC)
Melhor Animação num jogo – Runewatch de Gonçalo Vila Verde, Luíz Santos, Pedro Marques e Pedro Bezerra (atribuído por Tiago Franco da Fun Punch Games)
Melhor Sistema Desenvolvido num jogo – Runewatch de Gonçalo Vila Verde, Luíz Santos, Pedro Marques e Pedro Bezerra (atribuído por Ricardo Cesteiro da Camel 101)
Melhor Sound Design num jogo – Xisto de André Santos, Afonso Lage, Miguel Martinho e Nelson Milheiro (atribuído por Pedro Ramalho da Bee Engineering)
Melhor Conceito num jogo – Conqueror of Planet de Pedro Ferreira e Pedro Passos (atribuído por Nicole Concha, Mike Silva e Telmo Couto, respectivamente, Mosbit Gaming, Podcast The Games Tome e Meus Jogos).
Melhor Arte num jogo – Rayden de Sónia Raposo e Steven Hall (atribuído por Fábio Costa da Real Fevr).

PRÉMIOS

Prémio: Jogo mais Inovativo: Xisto de André Santos, Afonso Lage, Miguel Martinho e Nelson Milheiro (atribuído por Luís Casanova da Infinity Games)
Prémio: Incentivo à Cultura: Xisto de André Santos, Afonso Lage, Miguel Martinho e Nelson Milheiro (atribuído por Carlos Mora da Digital Valley)
Prémio: Especial 42: Alter de Hugo Carvalho, André Figueira e Rodrigo Marques (atribuído por Micaela Fonseca e Phill Lopes da Universidade Lusófona)
Prémio: Melhor Jogo do Ano: Xisto de André Santos, Afonso Lage, Miguel Martinho e Nelson Milheiro (atribuído por Filipe Luz da Universidade Lusófona)

Além dos jogos que estavam a concorrer, foi possível conhecer outros projetos, que neste caso contavam com controlos próprios bastante originais.

The Better Pilot foi um desses jogos. Aqui dois jogadores sentam-se um de cada lado de uma caixa que simula um cockpit de um avião. Um dos jogadores é o piloto e outro o co-piloto, cada um com um pequeno ecrã que revela determinados números e uma série de botões, bem como com um manual próprio. Os dois jogadores têm de se entreajudar, descodificar códigos de erro, e tentar reparar a aeronave para a manter no ar o maior tempo possível.

HexPong destacou-se também pela originalidade na forma como se joga. Neste caso temos o clássico Pong, mas jogado num campo hexagonal, onde a bola pode ir para qualquer parte do mesmo. A parte mais criativa é a forma como se joga esta versão do Pong. Em vez de num ecrã, o jogo é jogado num campo feito de leds, e controlado por comandos semelhantes aos do Pong original, mas feitos de cartão.

A MoshBit Gaming fica a aguardar com expectativa para ver o futuro destes jogos e dos seus criadores, bem como os projetos da próxima edição de Over & Out.

 

Podem experimentar os projetos e ficar a saber mais sobre cada um deles no Itch.io da Licenciatura em Videojogos da Universidade Lusófona.

Nicole Concha
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