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Análise – Mario & Sonic at the Olympic Games Tokyo 2020

Os universos de Mario e de Sonic voltam a juntar-se para os Jogos Olímpicos de Tóquio, após um hiato de quatro anos. É a primeira edição para a Nintendo Switch, continuando a série Olympic Games e Winter Olympic Games que já tinham sido lançadas para os modelos anteriores da Nintendo. 

Lembro-me de ter jogado o Mario & Sonic in the Winter Olympic Games Vancouver 2010 na Wii. Na altura adorei a experiência de jogar alguns dos minijogos com a Wii Balance Board, simulando ski ou snowboard. Mas tirando isso, não senti que houvesse mais nada de sensacional no jogo. 

Uma década depois,   confesso que não tinha grandes expectativas em relação a Mario & Sonic at the Olympic Games Tokyo 2020, mas até fui surpreendida pela positiva, ainda que com algumas reservas. 

Há três modos principais de jogos: Quick Play, Story Mode e Online. 

Em Quick Play, podemos jogar em modo solo ou com amigos alguns dos eventos disponíveis em 3D e, em número mais reduzido, em 2D. Só entendemos realmente a presença do 2D quando jogamos o modo história. Os jogos estão todos disponíveis desde o início e a novidade nesta edição são os eventos de Skateboarding, Escalada, Karaté e Surf. Há muitos mais eventos que são divertidos de jogar, como a equitação ou o tiro ao alvo, congruentes com as edições anteriores. Há também alguns eventos que, não sendo modalidades dos jogos olímpicos, são minijogos com elementos dos níveis de outros jogos de Mario e de Sonic. Em todos podemos utilizar o movimento ou apenas os botões, podendo jogar-se com ambos os joy-con, ou um para cada jogador.  

No Modo História, as personagens voltaram quirky e divertidas, com diálogos que fazem lembrar os desenhos animados de ambos os universos.  Mario e Sonic recebem um presente “envenenado” de Bowser e Dr.Eggman: uma consola retro que os leva a todos para Tóquio em 1964, aquando da primeira edição dos Jogos Olímpicos no país. Por outro lado, Luigi e Tails ficaram no presente (2020) e os capítulos são alternados entre o passado em 2D e o presente em 3D.  

Gostei bastante do modo História, pela forma como conseguiu articular os minijogos dentro do universo olímpico, com objetivos dentro da narrativa.  

É muitas vezes disso que sinto falta em modos de história deste género, porque o problema da maioria os party games é que tendem a ficar esquecidos quando não há party. Por este motivo, sinto que devia haver a possibilidade de jogar em multijogador no modo história, porque a competição seria muito mais intensa e foi um passo atrás em comparação com títulos anteriores em que era possível. Em especial, tendo em conta que em multijogador não existe uma forma fluída de jogar sem estar constantemente a selecionar os jogos um a um, fazia falta a seleção de uma lista de jogos que calculasse o vencedor no final, à semelhança de Mario Party.

Um ponto positivo foi a navegação no mapa da cidade de Tóquio, no qual podíamos visitar réplicas de alguns dos monumentos, bem como dos palcos e recintos de jogo. Foi o caso do Teatro Kabukiza.  

Outro aspeto que este jogo tem e que nem sequer é importante para a história, mas eu gostei de ver, foram os pequenos troféus (e alguns diálogos com NPCs) que lançam curiosidades acerca da história do Japão e dos Jogos Olímpicos. Ficamos a saber factos como o Japão ter sido o primeiro anfitrião dos Jogos Olímpicos na Asia (tê-lo-ia sido mais cedo se não tivessem sido cancelados devido à Segunda Grande Guerra). São apenas curiosidades e não há qualquer atribuição de pontos por isso. 

O Modo Online foi péssimo. A distribuição de Rank é jogo a jogo e, para ser possível jogar, é necessário que a sala esteja completa. Isso acabou por ser raro, mesmo fazendo a procura de jogadores a nível mundial e sem filtros.  

Ainda em Online, em Free Match podemos jogar com amigos ou ter a sorte de alguém já estar à espera para jogar, uma vez que os jogadores online não eram abundantes. Além disto, a comunicação é feita através de frases predeterminadas e é necessário "negociar" com os outros jogadores, para além de se selecionar um jogo de cada vez, sem a possibilidade de uma playlist. Tudo junto, torna os tempos de espera do modo online desesperantes.

Os movimentos dos jogos também não me impressionaram muito.  São um pouco repetitivos e os controlos nem sempre respondem bem;  muitas vezes também não conseguimos explicar os resultados demasiado bons ou maus.

A música dos menus é sempre a mesma. Ainda que não seja má, a certa altura já não me apetece ouvi-la, dado que se volta permanentemente aos menus de seleção de jogos e de personagens.

Não é que seja um mau jogo, até é bastante divertido; no entanto, o Modo Online fraco e falta de fluidez nas opções multijogador  fazem com que não seja o party game ideal. 

Review Overview

Os universos de Mario e de Sonic voltam a juntar-se para os Jogos Olímpicos de Tóquio, após um hiato de quatro anos. É a primeira edição para a Nintendo Switch, continuando a série Olympic Games e Winter Olympic Games que já tinham sido lançadas para os modelos anteriores da Nintendo. …
Jogabilidade - 68%
Gráficos - 70%
Som/Banda Sonora - 63%
Jogabilidade - 71%

68%

Jogos divertidos e modo história bem integrado. Porém mas falta fluidez em multijogador e o modo online é fraco.

User Rating: Be the first one !

Martina Silvestre

O bichinho para os jogos começou desde cedo, com Prince of Persia e os velhinhos arcade. Hoje sou entusiasta da Nintendo, com um lugar especial para RPGs e boas histórias. Ah, e escrevo coisas!

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