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Análise – Destruction AllStars

Têm muitas saudades de jogar Twisted Metal, mas só têm uma PS5 e nenhuma das outras consolas? Pois…Destruction AllStars não vai colmatar essa falta de Twisted Metal na vossa vida, infelizmente.

Sem grandes rodeios, Destruction AllStars não é um jogo mau mas tem muitas limitações. O género de condução de combate está um pouco adormecido, ainda que jogos como Rocket League que apesar de não ser de combate, tem o conceito de arena aplicado ao jogo. Como tal, Destruction AllStars era uma excelente adição à biblioteca do género, sendo que qualquer jogador com PlayStation Plus tem acesso ao jogo, aumentando o número de pessoas que começam a entrar no género e a explorar novos títulos no futuro. Mas é aqui que o jogo colapsa um pouco. Em termos de jogabilidade, não inova assim muito, além do facto de termos uma personagem com estilo e veículo próprio, quando é utilizado o power-up. Podemos também sair de qualquer veículo e apanhar outros power-ups, cristais ou engrenagens, dependendo do modo de jogo. A condução em si é muita básica, muito “sem sal”.

Não precisava de ser um Gran Turismo ou um Burnout, mas a condução é menos emocionante que muitos jogos de mundo aberto, o que mostra como podia ser melhorado. Depois, utilizando a personagem fora do carro sempre tem os seus momentos de maior tensão, porque estamos mais expostos a atropelamentos, mas também não temos tanta margem de manobra para inventar como isso, o que acaba também por limitar o jogo. Cada personagem tem um ataque simples, uma velocidade própria, um power-up e um veículo único, também com um power-up. Todas as acções anteriores são únicas de cada personagem, sendo que uma poderá ser excelente em velocidade, outra em força, outra poderá utilizar um método de corte como ataque, outra poderá utilizar fogo, etc., ou seja, cada personagem tem a sua maneira própria de dominar o jogo, um pouco como outros jogos com “heróis”.

Para um jogo de nova geração, os visuais estão minimamente bons, mesmo considerando que é um jogo multiplayer online, tendo uma boa apresentação e cuidado no seu visual, sendo que o tema festivo está sempre presente, mas também não vão deslumbrar. O jogo apresenta bons efeitos de partículas e e imagem muito fluida, o que ajuda neste tipo de jogo competitivo. Nada de espectacular, mas faz bem o seu serviço. Temos vários tipos de veículos genéricos, mas com variedade suficiente para não tornar o jogo demasiado aborrecido e constante. Já as opções de personalização visuais são muito…básicas, para não dizer praticamente inexistentes. Temos alguma variações de cores básicas, e depois alguma cores mais extravagantes, mas fora isso, não temos grande personalização.

Além de que alguns dos itens estão bloqueados por créditos virtuais, créditos “reais” ou escolher entre os dois. Já agora, o jogo tem micro-transações, mas de momento apenas influenciam coisas visuais e uns desafios sem muito interesse. Por enquanto, pelo menos. Já em termos de banda sonora e sound design…existe e faz bem o trabalho, também, mas como grande parte do jogo passamos com o barulho da arena e dos comentadores, praticamente não damos conta da banda sonora. Por falar em comentadores…depois de algumas partidas, tornam-se muito repetitivos. Muito mesmo. Sons dos carros e arredores do jogador estão definidos o suficiente para conseguirmos antever alguns dos atropelamentos ou inimigos que estejam por perto.

Temos vários modos, mas a diversão real está nos modos multiplayer, sem sombra de dúvida. Temos alguns modos single player, mas que tornam-se fáceis, e aborrecidos, muito rapidamente. Temos desafios semanais, que sempre ajudam a utilizar outras personagens além das nossas, e desbloquear mais itens de personalização. Temos também outros tipos de desafios que tentam single player que tentam colocar uma “”história”” no jogo, com rivalidades entre as personagens, mas que acaba por ser sempre o mesmo, ainda que tentem adicionar umas pitadas de variedade aqui e ali, além de que alguns estão por detrás dum pagamento, o que ajuda a esquecer este modo ainda mais rapidamente.

No que toca ao multiplayer, temos 4 modos: Mayhem, Gridfall, Carnado e Stockpile, sendo o último o mais empolgante para mim. Mayhem é um equivalente ao DeathMatch, em que temos de ficar em primeiro lugar para ganhar a partida; Gridfall caracteriza-se por parecer o jogo da cadeira, em que temos de ser o último a morrer para ganhar, mas apenas começamos com uma vida e o mapa vai se “desfazendo2 ao longo da partida; no Carnado temos de destruir o máximo de carros e acumular o maior número de engrenagens que o nosso veículo consiga e deixá-las no tornado, no meio da arena, de modo a que a nossa equipa consiga acumular o maior número de pontos; e por fim, Stockpile, onde temos que destruir o carro, ou personagem, da equipa inimiga, que ao ser arremessada deixa 10 engrenagens que todos os membros da nossa equipa conseguem apanhar e deixar num dos bancos, um pouco parecido com Capture The Flag. Tal como havia referido anteriormente, Stockpile foi o modo que mais me divertiu e que passei mais tempo a jogar. É certo que temos alguma variedade, mas nada que nos cative realmente a 100%.

O jogo tem tudo para ser um óptimo título, mas que apesar disso não tem a melhor prestação possível. Muitas vezes a acção pára completamente, tornando-se muito “sem sabor”. Se Lucid Games continuar a fazer crescer o jogo ao longo deste primeiro ano e aumentar o número de arenas e/ou modos, pode ser que atinja uma maior audiência. Mas neste momento, no seu estado actual, não passa duma pequena distracção entre jogos mais importantes, infelizmente.

█ F.S.

Análise – Destruction AllStars

DESTRUCTION ALLSTARS está disponível para a PlayStation®5. Para mais informações, visita o website oficial.

Têm muitas saudades de jogar Twisted Metal, mas só têm uma PS5 e nenhuma das outras consolas? Pois...Destruction AllStars não vai colmatar essa falta de Twisted Metal na vossa vida, infelizmente. https://www.youtube.com/watch?v=RNWggBAI8Gc Sem grandes rodeios, Destruction AllStars não é um jogo mau mas tem muitas limitações. O género de condução…

Destruction AllStars

Jogabilidade - 65%
Gráficos - 80%
Som / Banda Sonora - 75%
Longevidade - 50%

68%

Mediano

O jogo tem tudo para ser um óptimo título, mas que apesar disso não tem a melhor prestação possível. Muitas vezes a acção pára completamente, tornando-se muito "sem sabor". Se Lucid Games continuar a fazer crescer o jogo ao longo deste primeiro ano e aumentar o número de arenas e/ou modos, pode ser que atinja uma maior audiência. Mas neste momento, no seu estado actual, não passa duma pequena distracção entre jogos mais importantes, infelizmente.

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Filipe Silva
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