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18 Anos de Mafia numa Vida sem Crimes


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Para muitos que me conhecem, sabem perfeitamente que existe um título do qual eu sempre falei com o maior respeito e amor, tristeza e compaixão, carinho e perdão. Uma mistura de emoções que, conhecendo a série, são facilmente entendidas.
Falo de Mafia. Uma série que existe desde os inícios da minha vida de gamer. E se me recordo bem, o motivo por que me apaixonei pelo universo dos videojogos. Se existem duas certezas neste mundo, são que as minhas habilidades como gamer, na altura em que o experienciei pela primeira vez, não me permitiram ver o final da última missão do modo história, e que eu tinha mais de 18 anos quando o meu primo me deu o jogo para as mãos, prometo.
À questão de entender o porquê de ter escolhido as emoções que referi antes, teremos de revisitar os três capítulos desta série, e a trilogia lançada em 2020.

Quando o Mafia: The City of Lost Heaven foi lançado em 2002, acredito que muitos viram o jogo com os mesmos olhos que eu. Já entendia a amplitude de um Mundo Aberto, graças ao GTA III que foi lançado uns meses antes, mas sempre foi algo que apenas consigo categorizar como um badass shooter sandbox, dando-me a liberdade de explorar um mundo vasto e conhecer histórias de um modo interativo, contudo não conseguindo levar a história com a seriedade pretendida. Agora o Mafia, isso foi uma história diferente.
Foi aqui que nasceu o amor e a paixão. Não só por uma bela série, mas pelo universo dos videojogos, com o bónus de uma sensação de curiosidade infinita do que mais haveria lá fora para eu experienciar um dia.
Uma maior seriedade dos temas abordados ao longo da história, como o quão longe estamos dispostos a ir para proteger a nossa família. Uma maior responsabilidade pelo universo á nossa volta tendo muitas vezes que nos preocupar com barras de vida de parceiros, se o limitador de velocidade está ou não ativado enquanto estamos a conduzir, para não levar uma multa da polícia ou algo pior. E claro, nem vos falo da seriedade com que levava conservar munição. Não digo que ter mais balas me impedia de morrer múltiplas vezes, mas saber que a recarregar a arma, poderia estar a desperdiçar munição que ficaria naquele mundo virtual, perdida para todo o sempre, fazia-me olhar duas vezes para o contador de balas, antes de carregar na tecla.

Acredito que não sou o único a ter este sentimento de nostalgia e gosto por esta série, mas não me espantava se poucos partilhassem do meu ponto de vista. Todos temos gostos diferentes. Hoje em dia, se tivesse de escolher um jogo para gastar uma noite em modo cooperativo com um amigo, era muito provável de escolher o Kane & Lynch 2, que como sabemos, é um título que não recebeu muito amor. São gostos, não posso negar.

Voltando ao tema em mão, temos seguimento da série em 2007, 5 anos depois, com o Mafia 2.


Que se pode dizer sobre este jogo, sem ser que foi, é, e vai continuar a ser uma obra prima, reconhecida por muitos como tal.
Pegando em tudo que era adorado do Mafia original, e atualizando as mecânicas, gráficos, jogabilidade, e tendo os acontecimentos a decorrer entre o final dos gélidos anos 40, e o início dos calorentos anos 50, não só nos permitiu explorar uma época dourada dos mafiosos, mas conseguimos experienciar, num só jogo, duas atmosferas bem distintas uma da outra. Só que há que se marcar, que a transição foi perfeitamente criada com a visita à prisão (sem spoilers, como deve ser). Em nenhum momento, senti ser uma transição mal planeada, ou realizada, e sim que foi algo executado de forma realmente bela, feita para diversificar o ambiente geral do jogo.
Há quem refira que o melhor do jogo eram os seus coletáveis, em especial umas tais capas da revista Playboy, da altura em que o jogo se passa, que chamavam a atenção dos rapazinhos na altura. Mas eu não sou experiente nesse assunto, então terão de encontrar outra pessoa para vos falar do assunto.
Enquanto o Lost Heaven se focava em que significa pertencer a uma família de mafiosos, o 2 foca-se em viver a vida de um mafioso, sofrendo as consequências de tentar ser algo mais do que um simples homem envolvido naquela vida.
Com dois títulos tão positivos, era inegável ganharem o respeito das pessoas, como uma equipa que conseguia criar algo que era tão apelativo de experienciar.


Agora falemos de 2016. Um rapaz com 19 anos, e sem computador que o suportasse, experienciou o que é conhecido como Gameplays no YouTube, de um Mafia 3. Apenas dizendo o nome, existem muitos que vão pensar em fechar esta página para não se relembrarem do que se passou.
Para quem não conheceu este novo primo de 3º grau, trata-se de uma história que engloba eventos decorridos em 1968, numa fictícia Nova Orleães. Mais uma vez, seguimos um soldado após o seu regresso da guerra, que descobre algo de novo na sua terra natal.
Não se trata de o jogo ser mau. Pegaram no Mafia 2, progrediram com a história, e ainda com a adição de novas funcionalidades (features). Não há problemas enormes com bugs, não existem personagens que não fazem sentido de lá estar, e a existência e posicionamento das missões ao longo do jogo fazem sentido. Como disse, o jogo não é mau. Apenas existe a premissa de todos os eventos, que é vingança. E como dizem, a vingança é servida melhor fria, porque levou o seu tempo a ser aperfeiçoada, e quando damos por ela, está fria que nem uma torrada esquecida na torradeira numa manhã de inverno.
Na minha opinião, os jogadores não ficaram tão ligados ao Lincoln e aos acontecimentos que originaram tudo, tal como ficaram ligados ao Tommy ou ao Vito, porque devido à forma que a história é contada, apressaram demasiado a reviravolta na história que originou a vingança. E tal como no Assassin’s Creed 3, andámos várias horas a seguir um anti-herói chateado com o mundo por motivos que entendemos o porquê, mas faltando a compaixão da ligação criada com a personagem, não nos dá a garra de seguir com força até ao fim.
Interessante que, ambos os casos que eu me lembro disto ter acontecido, terem sido originados no 3º título de séries bem fortes. Calculo que se deve ao facto de terem considerado que os jogadores a este ponto estariam à espera de continuar a ação, e não ligarem demasiada atenção à história. Um erro que pagaram caro ambos. O AC ainda conseguiu dar “uma de redenção” como gosto de dizer, e lançar o Assassin’s Creed 4: Black Flag, um dos melhores da série. Agora o Mafia, pode bem ter morrido aqui por isso.
E claro, fora isto, estou a ignorar o ponto fulcral do descontentamento, que foi, para dar seguimento ao plano principal da narrativa, da vida mafiosa e o avanço da vingança, o jogo foi cheio de missões repetitivas para aumentar o tempo de jogabilidade. Se o professor não gosta quando encho o teste com palha, eu tenho o direito a não gostar quando tenho de repetir a mesma missão várias vezes, apenas mudando ligeiramente o local do acontecimento.


Caso estejam a pensar sobre um bom exemplo de vingança que é logo deitada aos nossos pés nos primeiros momentos do jogo, eu aconselho um título em especial, que não só se trata de vingança num plano geral, como de controlo de áreas e uma premissa interessante, The Saboteur.
Uma Paris ocupada por Nazis, motivo que entendemos o que guia a nossa personagem, e o que avança o nosso progresso no jogo, é a “conquista” das várias áreas do mapa, através do uso de armas e explosivos, com a possibilidade de percorrer o mapa fazendo parkour, subindo os edifícios por caminhos não vigiados, e criando momentos puramente tensos de furtividade e ataques surpresa. Conquistando as áreas, essa área deixa de estar a preto e branco, como é inicialmente todo o jogo, para mostrar cor e a população, a viver a sua vida de forma tranquila. Isto é um bom exemplo de vingança bem quente, realizada com sucesso. Talvez seja por o jogo ter um carisma especial, mas isso sou só eu.

Mais uma vez, estamos aqui sim, para falar de Mafia.


Ao longo destes 14 anos, 3 jogos principais e vários DLC’s, a equipa aprendeu e elaborou novas ideias para a franquia.
Como sabemos, estamos a sobreviver ao longo do boom dos remakes e dos remasters, e o Mafia não foi diferente. Com paixão por este universo, houve a decisão de fazer um remake do Mafia original. Pegaram no que gostavam do jogo, refazendo-o da melhor forma possível. Atualizaram os gráficos, fizeram pequenas alterações na história e nas personagens, e no fim, apresentaram-nos um jogo apelativo, semelhante ao que sentimos a jogar o Mafia 2. Ainda mais, usando partes do HUD e jogabilidade do 3, tivemos o Mafia: Definitive Edition. Não alterando o que é bom, apenas adicionando mais para experienciarmos.
É de notar que não se limitaram a realizar o lançamento deste remake, mas também a remasterização do Mafia 2. E para boas medidas, adicionaram o Mafia 3, e chamaram-lhe Mafia Trilogy. Mafia 3 sim, sem alterações nenhumas. Tem as suas peculiaridades, mas com apenas 4 anos de distância do seu lançamento, e havendo maior foco no trabalho a ser realizado nos outros 2 títulos, não fazia sentido ser atualizado de alguma maneira. Nunca disse que o mundo era perfeito. E a este ponto, já todos sabemos que esperar então, deste tal primo de 3º grau.
E essa foi a história de uma grande franquia, aos olhos de um simples gamer. Uma franquia que deixou uma marca muito grande em muitos de nós, que procuramos não só algo para nos distrair dos nossos dias sem crimes e grandes maços de notas, mas algo que nos dê uma história que nos emocione, e puxe pela curiosidade para completar e ver o seu desfecho.
Concluo este texto com o desejo que tenham um ótimo dia, e a esperança de que todos nós encontremos a nossa Sarah um dia, que ela sim, é wife material.

Diogo Cardoso
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