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Uma trilogia digna de uma segunda chance : o Morcego

Tal como muitos de vocês, existem inúmeros videojogos que entram na minha biblioteca, e nunca os chego a instalar. Seja por falta de interesse momentâneo no título, ou apenas por falta de força para aguentar o tempo interminável de download que, sejamos sinceros, por mais rápido que seja, nós estressamos com demasiado pouco. Se quiserem dar um nome a este texto, digamos que seria “Títulos que devia ter jogado mais cedo: Batman – Arkham series”, mas depois de passar 3 cruzadas a chamarem-me de “Morcego”, acabou por ficar colado a mim como um pega monstro ao teto da sala da minha avó.

Isto não será uma análise profunda e rigorosa de todas as funcionalidades de cada um dos jogos da trilogia, mas apenas um olhar de um gamer que decidiu dar uma segunda chance a uma série premiada por muitos. Curiosamente, a série nunca recebeu o amor devido aqui na Moshbit Gaming, então fica aqui a palmada no rabo e o beijo na bochecha aos desenvolvedores desta belíssima trilogia.

Para finalizar cada jogo de uma forma satisfatória, vou atribuir-lhes uma pontuação que irá de 1 a 5 donuts. Porque donuts, perguntam? Porque é o melhor acompanhamento de um Café da Tarde e de um podcast. Por vezes temos de fazer publicidade ao que nos orgulhamos, e deixar a curiosidade rolar.

 

Batman Arkham Asylum

Tenho de começar por admitir que Arkham Asylum foi um bocado agridoce para mim. O único contacto que tinha tido com a trilogia foi o Arkham Knight, por ter pensado que visto ter acesso à trilogia, podia ir diretamente para o jogo mais recente (o que acabou sendo o maior erro da minha vida gamer), e ainda ter visto inúmeros vídeos falando dos pontos mais impactantes do jogo, tudo isto acabou por tirar qualquer sensação de grandiosidade que poderia receber da experiência de o jogar.

Posto isto, vou dizer que encontrei algo que me chocou por completo? Sinceramente não. Talvez por já saber parte da história e estar “à espera” dos momentos mais marcantes do jogo. Tirando isso, não tenho nenhum problema a apontar no jogo. Está ótimo! Está relativamente fluído, tem combate satisfatório para o jogador, tem puzzles e lutas de bosses complexas o suficiente para entreter e nos fazer parar e pensar por alguns minutos em como as devemos enfrentar. As brincadeiras emocionais que o jogo faz conosco são o seu ponto forte. Isso e o I’M BATMAN!!!

Tal como disse, não esperem uma análise cirúrgica de um game designer, mas apenas um olhar de um gamer que decidiu dar uma segunda chance a uma série premiada por muitos.

Pontuação

Devido a esta pequena situação de iniciar a experiência, já esperando pelos acontecimentos, mas não tirando valor ao absoluto diamante em bruto que tinha em minha posse com mais de 10 anos, dei-lhe 4 de 5 Donuts.

 

Batman Arkham City

Agora sim, Arkham City. Um primeiro contacto, como devia ser. Terminei o título anterior e investi a minha atenção completa numa nova aventura do morcego. Notou-se de imediato uma melhoria, um controlo geral mais fluído. Fosse em movimento, em combate, no uso dos gadgets, e deixem que vos diga, que melhorou a alto nível a minha experiência de jogabilidade. Com estas pequenas melhorias, não sentia que estava a jogar uma simples sequela com nenhuma mudança e um ligeiro avanço na história (que no fundo, todos sabemos que é isso que se passa, uma sequela com pequenas mudanças ao nível das mecânicas). A Rocksteady aparou as ramas da cerejeira de uma forma que não alteravam a essência do título anterior, mas com pequenos avanços em questões que sentiam que conseguiam melhorar.

Falei sobre a fluidez, houve uma simplificação dos puzzles e dos pontos de hackeamento, uma pequena alteração na conhecida árvore de skills, e acima de tudo tenho de destacar que foi neste ponto que decidiram facilitar ainda mais a interação do jogador com o jogo, na questão de feedback dado para nos ajudar a cada passo que damos. Para isto, temos a adição de pensamentos como dicas do que devemos fazer para avançar.

Pontuação

Pelas melhorias derivadas de um design esplêndido, e amor pela série, tinha de lhe dar 4.5 de 5 donuts. Apenas não dei 5 devido a uma questão, sendo ela que quando estava perto de largar o jogo, decidi experimentar o dlc (sem spoilers) que se passa após a história principal e que nos permite jogar como uma personagem diferente. Levou-me como jogador a completar alguns objetivos que honestamente me pareciam repetitivos, e que a sua presença era unicamente para estender o tempo de jogabilidade, então entrei num ritmo monótono de me forçar a finalizar algumas missões apenas para dar o jogo como terminado.

 

Batman Arkham Asylum

Chegámos ao fim, Arkham Asylum. E o fim tem mau aspeto. Sombrio, duvidável e sem certezas do que estará para vir. Existem palavras que nos fazem sentir o conceito de medo. Há acontecimentos, memórias, possibilidades que nos tiram a vontade de dormir, e nos fazem questionar tudo à nossa volta. Não falo do jogo em si, mas do Bruce Wayne. Consigo resumir este final de trilogia numa simples frase. O Bruce Wayne entende o conceito da palavra medo, e luta contra ela com todas as suas forças.

A luta constante para proteger a sua cidade, os seus habitantes e os seus amigos, enquanto tenta trancar a entrada dos seus demónios pessoais que são retratados no jogo pela presença constante do Joker. Devia ter mencionado o foco dado neste título ao movimento, às múltiplas atividades neste mundo aberto, e ao combate de veículos? Sim, devia. Mas quero-me focar no aspeto emocional e humano do jogo.

Do início ao fim, sentimos uma incerteza a crescer, sabendo que somos O BATMAN, mas mesmo assim não vemos solução aparente para os problemas apresentados, e temos controlo sobre os momentos negativos marcantes que por norma vemos durante uma cutscene e fica o assunto tratado. Um maior foco na câmara em primeira pessoa, e a obrigação de cometer ações que de outra forma não as faríamos, o que me fez passar a sessão a pesquisar se tinha feito algo errado, se haveria outra maneira, ou se era algo que realmente tinha de acontecer. Este jogo é bonito nesse sentido. No sentido que nos faz questionar as nossas ações, algo que apenas poucos jogos até aos dias de hoje foram capazes de realizar.

Pontuação

Lembram-se o que vos disse logo no início? Isto é apenas um olhar de um gamer que decidiu dar uma segunda chance a uma série premiada por muitos. Não é preciso falar sobre a constante evolução nas mecânicas, nos controlos, no sistema de evolução do jogo e em muito, muito mais. Basta mencionar que este jogo é tudo que poderíamos querer do final de uma trilogia. Por isso, tenho de lhe dar um 4.9 de 5 donuts. Porque tiro 1 valor? Porque existe o Riddler. Não aguento o Riddler. Chega de Riddler na minha vida.

Diogo Cardoso
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