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Pokémon Legends: Arceus – Análise

Pokémon Legends: Arceus (ou apenas Arceus, para facilitar a leitura) é o mais recente e refrescante título na coleção Pokémon; é o primogénito de Pokémon e Legendo of Zelda: Breath of the Wild. Não literalmente, mas resulta numa uma abordagem inovadora: em vez dos cenários futuristas e digitais a que a Pokémon nos habituou durante décadas, Arceus passa-se em Hisui (que mais tarde passa a chamar-se Sinnoh, a região em Pokémon Diamond/Pearl) na antiguidade, aquando dos primeiros contactos “civilizados” entre humanos e Pokémon. Aqui estes são retratados como criaturas perigosas e desconhecidas.

Somos atirados de um buraco no céu para a Prelude Beach e quem nos recebe, atónito, é o novo professor Laventon, responsável por guiar e atribuir tarefas durante a aventura. Laventon é admitidamente cobarde (e, em comparação com os professores anteriores, ao menos é honesto) e precisa de alguém mais corajoso que ponha mãos à obra para o trabalho de campo da sua investigação em Pokémon. Temos também o Arc Phone, um misterioso um aparelho ao estilo sheik slate em Breath of the Wilde. Aliás, toda a interface é semelhante.

É na aldeia rural de Jubilife que a nossa aventura efetivamente começa, com a confusão instalada após a nossa chegada. A Galaxy Team junta personagens de várias regiões para aumentar e partilhar o conhecimento de Pokémon, dividido em vários setores. Survey Corps é o que nos acolhe e ao qual devemos reportar progresso e descobertas.

O objetivo fundamental é construir o Pokédex primordial, que aqui é uma enciclopédia (ainda alguém aqui se lembra das coleções de enciclopédias?) que vamos preenchendo com os dados recolhidos sobre os Pokémon avistados/apanhados. Cada espécie tem uma entrada no Pokédex e para cada uma temos um conjunto de tarefas de pesquisa (ex: Capturar 10 Starly sem ser visto).

 

As dinâmicas de captura e batalha de Pokémon são distintas das gerações anteriores. Os Pokémon encontram-se no mundo à superfície; no  entanto em Arceus podemos enfrentá-los em batalha ou capturá-los sem necessidade de conflito (assumindo que a captura não falha). É possível utilizar motion control apenas para apontar ao atirar uma PokéBall, ainda que este controlo seja limitado e o eixo do Y faça alguma resistência (testei com 2 pares de joy con diferentes).

As várias espécies de Pokémon têm um toque diferente. Alguns são amigáveis, outros mais agressivos e seguem-nos para nos atacar, mas seja qual for o traço, podemos sempre esconder-nos ou fugir para que não nos vejam. Outra novidade é o facto de estes ataques de Pokémon fora das batalhas serem direcionados ao treinador e, apesar de não termos uma barra de HP, ao fim de alguns ataques perdemos a consciência e recomeçamos a partir de outro ponto, à custa de perder a mala com alguns dos itens que tanto estimamos. É possível, com uma ligação à internet, encontrar as mochilas perdidas de outros jogadores (e NPC) e ganhar pontos de Mérito ao devolvê-las.

 

Como as batalhas e captura de Pokémon são novidade nesta era, ainda não existem os ginásios. Em vez de ganhar crachás, aqui o sistema funciona com XP que é ganho ao completar tarefas do Pokédex; a cada patamar recebemos uma estrela. Há também os requests que são missões opcionais e por vezes são doces desafios.

Há ainda novos elementos bem encaixados, como os antepassados das Boxes no PC, onde guardávamos os Pokémon, serem aqui as pastagens.

As batalhas continuam por turnos com uma nova adição: os Styles. Estas são duas técnicas que os Pokémon aprendem para modificar os moves à custa de PP extra. O Strong Style aumenta o poder e reduz a velocidade. O Agile Style aumenta a velocidade e reduz o poder. Estas técnicas são

 

O endgame é um prolongamento da missão principal e confere uma longevidade altíssima ao jogo, em particular para os shiny hunters, e colecionistas.

As gerações anteriores também nos habituaram aos PokéCenter, onde se cura os Pokémon, e ps  PokéMart, onde podíamos comprar os itens para usar ao longo das jornadas. Em Arceus temos de recolher os materiais primários: colher plantas, ou até mesmo usufruir da ajuda dos Pokémon da Equipa para apanhar metais. Estes materiais são ingredientes para contruímos os nossos próprios itens, sejam eles PokéBalls, Revives ou Potions. Vamos sempre desbloqueando novas receitas.

 

Em termos de gráficos,  Arceus precisava uma plataforma que lhe proporcionasse a qualidade gráfica digna da beleza do jogo. As paisagens e os diferentes ecossistemas são bonitos, mas um pouco despidos de elementos e isto já tinha acontecido em Shield/Sword. As texturas e detalhes esbatidos à distância acabam por empobrecer o ambiente. Em situações como quando as personagens estão num local que contenha água de fundo, ficam com um contorno severamente pixelizado.

A banda sonora é excelente, ainda que possa passar despercebida por ter um ou outro tema menos cativante. Destaco a hipnotizante música da noite.

Quando saiu o primeiro trailer de Pokémon Legends: Arceus percebemos de imediato que íamos ter um conceito arrojado a juntar-se à série Pokémon, sem grande ideia se isso seria bom ou mau. Aliás, arrojado é algo pouco comum na série, uma vez que, geração após geração, o modelo de jogo era praticamente o mesmo. Talvez Pokémon Sun & Moon fossem os primeiros a fugir um pouco à regra, com os trials em vez de ginásios. Mais tarde, Pokémon Sword & Shield apresentaram controlos livres na Wild Area, além de uma vertente multijogador há muito pedida, mas ainda assim insuficiente para os fãs. Além disso, a impossibilidade de ter todos os Pokémons em Sword & Shield acabou por gerar descontentamento nos fãs colecionistas. Apesar dos trailers promissores, não sabíamos bem o que esperar.

A verdade é que, no fim de contas, Pokémon Legends: Arceus é uma aventura extraordinária com uma longevidade altíssima, ainda que peque pela qualidade gráfica. Esta reinterpretação é, possivelmente, o melhor que já aconteceu à série principal de Pokémon. Isto faz com que a fasquia para os próximos títulos Pokémon esteja seriamente elevada. Saiu para Nintendo Switch em janeiro de 2022.

Review Overview

Pokémon Legends: Arceus (ou apenas Arceus, para facilitar a leitura) é o mais recente e refrescante título na coleção Pokémon; é o primogénito de Pokémon e Legendo of Zelda: Breath of the Wild. Não literalmente, mas resulta numa uma abordagem inovadora: em vez dos cenários futuristas e digitais a que…

Pokémon Legends: Arceus

Jogabilidade - 88%
Gráficos - 85%
Som/Banda Sonora - 90%
Longevidade - 100%
Narrativa - 87%

90%

Muito Bom

Uma aventura extraordinária com uma longevidade altíssima, ainda que peque pela qualidade gráfica. Possivelmente, o melhor que já aconteceu à série principal de Pokémon.

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