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Retroanálise – Age of Mythology

Age of Mythology (AoM) foi originalmente lançado em 2002 pela Ensemble Studios e Microsoft, passando a fazer parte do repertório da marca ao lado de outros títulos do género, como Age of Empires.

Para quem andou distraído, é um jogo de estratégia civilizacional, cujo objetivo é levar a nossa civilização ao au  ge e a forma de o atingir depende do modo e das regras. De entre vários modos de jogo, AoM destaca-se pela narrativa do modo de campanha, que entrelaça as culturas egípcia, grega e nórdica nas aventuras do herói Arkantos (entre outros), sendo que os objetivos são específicos de cada cenário (derrotar um inimigo, chegar a um local, impedir um ataque, etc).

Em 2003 saiu a primeira expansão AoM: The Titans, adicionando poderosos titãs e a civilização atlântica bem como novos capítulos para a campanha.
Treze anos depois, em 2016, a Microsoft lançou para a Steam a versão Age of Mythology Extended e ainda uma expansão nova, AoM: Tales of the Dragon, que acrescenta a civilização chinesa com mais deuses para venerar.

Seja em single ou multiplayer, o jogador deve desenvolver a economia e o crescimento militar, de forma a derrotar as equipas inimigas. A escolha da Civilização e dos Deuses determina o tipo de guerreiros e figuras mitológicas, bem como o foco dos melhoramentos, que podem estar mais do lado dos recursos, do ataque ou da defesa. As possibilidades são infinitas. Ao longo da progressão da era arcaica para as eras mais avançadas, os deuses escolhidos conferem poderes capazes de mudar o quadro entre equipas, nomeadamente a invocação de catástrofes naturais ou portais de uma área para outra.

O AoM beneficia também de modos LAN e Online, permitindo uma abordagem puramente estratégica, sem a parte narrativa. Outro aspeto positivo é o facto de todos os modos de jogo estarem disponíveis desde o início.

Os gráficos não são maravilhosos, mas foram melhorados em relação ao original, ainda que sejam especialmente poligonais nas cut scenes. É de realçar que foi apenas um melhoramento e não um remake, pois continua a ter um aspeto semelhante à versão de 2002. Porém, a história e a banda sonora épica compensam a parte visual.

Os comandos são relativamente intuitivos, mas este não é um jogo mindless; talvez o seja em modo fácil, mas é necessário foco e projeção. Tem também um skill cap alto para jogadores mais proficientes, que permite um ritmo de jogo mais rápido. Além disso há imenso lore inerente para os nerds interessados, pois o próprio jogo tem páginas e páginas de informação sobre as personagens; mas é ainda uma boa experiência de jogo mesmo para quem não quer investir tanto tempo na história.

Pode tornar-se repetitivo ao fim de algum tempo, mas verdade seja dita, é um jogo ao qual volto sempre, seja pela nostalgia ou pela estratégia. Foi dos jogos que mais me marcou.

Quem já conhece e jogou a versão antiga, é basicamente o mesmo jogo melhorado para os sistemas operativos mais recentes. Quem nunca jogou, tem à espera uma boa experiência, em especial quem aprecia mitologia, fantasia e estratégia.

Review Overview

Age of Mythology (AoM) foi originalmente lançado em 2002 pela Ensemble Studios e Microsoft, passando a fazer parte do repertório da marca ao lado de outros títulos do género, como Age of Empires. Para quem andou distraído, é um jogo de estratégia civilizacional, cujo objetivo é levar a nossa civilização…

Age of Mythology

Jogabilidade - 80%
Gráficos - 75%
Som/Banda Sonora - 90%
Longevidade - 85%

83%

Imersivo, desafiante e com boas horas de jogo pela frente.

User Rating: 2.8 ( 1 votes)
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